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Esquizofrenia pode ser evitada PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Dom, 25 de Abril de 2010 17:48
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Cientista israelense: esquizofrenia pode ser evitada

Doença afeta 1% da população mundial

O início da esquizofrenia não é fácil de prever. Embora associada a até 14 genes, a presença no histórico familiar não é suficiente para determinar a hipótese de desenvolver esta doença mental. Sabe-se também que a patologia tem uma relação significativa com o ambiente em que se vive. De acordo com Ina Weiner, do Departamento de Psicologia da Universidade de Tel-Aviv, esta desordem psiquiátrica, que geralmente se manifesta na idade adulta, pode ser desencadeada por uma infecção. No entanto, os sintomas da esquizofrenia levam muitos anos para se desenvolver. No estudo, publicado na Biological Psychiatry, a investigadora e os seus colegas Yael Piontkewiz e Yaniv Assaf tentaram descobrir pistas biológicas que ajudassem a rastrear a progressão da doença antes dos sintomas se manifestarem.


Se as mudanças no cérebro ocorrem progressivamente enquanto a esquizofrenia emerge é possível que estas alterações possam ser prevenidas por uma intervenção mais precoce”, afirma. “Questionamo-nos se podemos usar neuro-imagens para rastrear as mudanças no cérebro de animais em laboratório. Se assim for, os sintomas da esquizofrenia poderão ser contidos cedo o suficiente?”. A equipe deu a ratas grávidas um viral conhecido por induzir um espécie de esquizofrenia. Este método simula uma infecção materna durante a gravidez, um fator de risco conhecido desta patologia. No nascimento os ratos não apresentavam qualquer tipo de sintomas na doença, bem como na adolescência. Contudo, no inicio da idade adulta, os animais, tal como acontece nos humanos, começaram a apresentar alguns sintomas. Tendo em atenção os scans cerebrais e o comportamento, a cientista detectou um desenvolvimento anormal dos ventrículos laterais e do hipocampo nos ratos com o tipo de esquizofrenia induzida.


Aos que tinham um elevado risco para a patologia foram dados medicamentos para tratar o cérebro. Seguindo o tratamento com risperidona e clozapina, dois fármacos usados para tratar esta doença, os scans cerebrais mostraram que os ventrículos laterais e o hipocampo mantiveram um estado saudável. “Os médicos suspeitaram que estes medicamentos pudessem ser usados para prevenir a esquizofrenia, mas é a primeira vez que é demonstrado que tal tratamento pode travar o desenvolvimento da deterioração cerebral”, explica Weiner. A cientista garantiu ainda que os fármacos atuam melhor quando tomados por ratos no período da adolescência, muitos meses antes de atingirem a maturidade. Hoje, os anti-psicóticos são apenas receitados quando os sintomas já estão presentes. Esta investigação adianta que um método não evasivo de privação, com uma dose baixa de medicamentos tomados durante a adolescência, poderia afastar a esquizofrenia em pessoas em risco. Ina Weiner já começou outra investigação paralela para perceber em que ponto as mudanças cerebrais podem ser detectadas de modo a desenvolver este estudo.

 

Fonte: JORNAL ALEF, EDIÇÃO 1417.

 

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