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Leil Hoshaná Rabá - por Rabino Yehoshiahu Pinto Shlita | Joomla!
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Escrito por Paulinho Rosenbaum   
Dom, 07 de Outubro de 2012 00:33
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Para a noite de Hoshaná Rabá.


A noite Hoshaná Rabá é grandemente usada para estudar durante a noite toda, rezar e implorar pelo nosso completo restabelecimento espiritual.

Diz o Talmud que Yom Kipur é um dia de julgamento e arrependimento pelos pecados que a pessoa cometeu durante o dia e a noite de Hoshana Rabá é o dia do juízo e arrependimento pelos pecados que o homem pecou à noite durante todo o ano.

Portanto, o homem deve ter cuidado para santificar e purificar-se nesta noite e deve certificar-se de aproveitar cada momento na noite de Hoshana Rabá para estudar Torá, para a oração e não perder um só momento com frivolidades. É do conhecimento humano que onde há um espaço aberto e tempo inutilizado, a inclinação para o mal encontra um lugar para entrar e construir sua casa lá.

Assim, o homem deve fazer o que puder para preencher seus tempo com assuntos espirituais e santos e não dar espaço algum ao Iétser Hará (inclinação negativa).

 

***

Diz o Talmud que se um homem se casou com uma mulher rica e seu pai lhe deu muitas propriedades, ele pode exigir dela que trabalhe, para que o ócio e o tédio não a atraiam para o pecado.

É neste feriado que a má inclinação tenta colocar os seres humanos em controvérsias, tristeza, difamação etc, por isso devemos nos assegurar de estar seguindo o ditame Divino "Alegre-se em teus feriados sagrados!” – Como foi interpretado pelo rabino Eliezer Papo Zt”L (Pele Yoêts): Quando uma pessoa tem o cuidado de celebrar o festival com toda a força, Deus diz: assim como você "Alegrou-se no teu dia santo" – Eu, Deus, cuidarei para que "você, seja feliz", o ano inteiro, assim você será abençoado o ano todo.

Numa noite tão santa como a noite de Hoshaná Rabá, vamos ter a certeza de aproveitar cada momento de grande santidade e pureza, e para manter estes grandes momentos com muito cuidado.

A Gemará nos mostra dois episódios aparentemente incompreensíveis:

Primeiro caso:

Rabi Akiva era pastor na casa de Calba Savua. Sua filha, Rachel, era muito jovem, ao passo que Rabi Akiva já chegara aos 40 anos de idade. Rachel lhe disse:

“ – Se você se dedicar a aprender Torá eu vou me casar com você!”

Assim fez, e seu pai a deserdou, banindo-a de sua casa.

É difícil pensar que uma moça como ela arriscaria sua vida desta forma, para se casar com um homem que estava longe do caminho de Deus, que até mesmo as letras Alef e Bêt não sabia, e que assim dizia antes de retornar ao caminho da Torá:

“ – Dêem-me um estudioso e o morderei como fazem as cobras!”

Segundo caso:

Rabi Yochanan caminhava perto do leito do rio, quando Lakish, que era o bandido e chefe de gang avistou sua beleza de longe, pulou na água e foi ter com Rabi Yochanan, dizendo:

“ – Reserve sua beleza para as mulheres!”

Ao que Rabi Yochanan respondeu:

“ – E você, reserve toda a sua força para a Torá!”

Rabi Yochanan acrescentou ainda: “ – Se você voltar em Teshuvá vou dar-lhe em casamento a minha irmã, que é muito bela!”

E duro imaginar: como Rabi Yochanan poderia colocar a sua irmã em perigo, deixando-a casar com um chefe de gang?


Segundo nossos Sábios, o elevado grau de Rabi Akiva e de Resh Lakish era que eles eram pessoas que não perdiam um só momento, nada desperdiçando, tratando seus assuntos sem interrupção e sem inibição. Uma pessoa como essa entraria no mundo da Torá e das Mitsvót sem inibição, sem interrupção, sem pensamentos dispersos, resoluto, determinado, pleno, e, uma vez num ambiente de Torá e Mitsvót não haveriam limites até onde ele poderiam chegar!

Por isso Rabi Yochanan e Rachel, que era sábia e justa, estavam prontos a correr este risco, brindando assim o povo de Israel com dois santos e justos da nação judaica – Rabi Akiva e Resh Lakish – dois dos nossos maiores mestres de todos os tempos.

Portanto, em geral, vamos aproveitar este momento especial para aprender a explorar o tempo até o fim e não deixar nada aberto e não dar qualquer espaço para a inclinação para o mal, que tem muitas formas de nos desviar do nosso propósito espiritual, seja pela tristeza, raiva, ou preocupações pessoais, durante a Noite Santa de Hoshaná Rabá.

Em Israel os dias de inverno já estão chegando - hora de pedir a D-us que “nos dê vento e chuvas”.

Estamos no limiar de uma nova Era, novos tempos, outros dias, o mundo já não é como era anos atrás, nos últimos anos o mundo mudou de um extremo ao outro, mas as pessoas ainda não sabem como agir e se comportar no novo mundo que foi criado, onde a visão, percepção e entendimento tornaram-se completamente diferentes.

Vamos tentar manter a inocência que foi fundamental para o sucesso de Israel. Mesmo quando Jacob vivia com Lavan, o grande enganador da sua geração, aprendeu a lidar como ele, mas permaneceu intacto em sua relação com Hashem.

Lidar com o dia-a-dia de um modo de vida tão complexo como o de hoje não pode, em absoluto, afetar a nossa inocência enquanto servimos ao Eterno.

Concluo esta prédica com um episodio que há muitos anos afeta as nossas mentes com o poder inerente até mesmo às coisas que nos parecem mais sem importância:

Conta-se a história de um homem santo que vivia nos tempos do Noam Elimelech (Tsetil Katan) e que ensinava Torá ao filho de homem rico. Durante o ano todo ele ensinava a criança, e na última semana do ano voltava para a sua família, para Sucót. Seu salário anual era de 50 rublos e este homem santo era meticuloso em usar estes 50 rublos para comprar as quatro espécies. Assim, por muitos anos trabalhava por um ano, e na véspera de Sucót comprava as quatro espécies mais exuberantes que podia, retornando à sua família para o feriado.

Certa vez este homem santo estava à caminho para a sua família quando de repente ouviu um homem aflito a chorar e a lamentar-se sobre o seu destino. Perguntou-lhe:

“ – O que aconteceu? Como posso ajudá-lo?”

O homem aflito lhe respondeu que tinha um cavalo com o qual ganhava seu sustento, e que o cavalo morreu, que não lhe restava nenhuma fonte de renda e que sua família passava fome.

O homem santo sentiu muito pelo acontecido, foi ao mercado e perguntou quanto custava um cavalo. O vendedor lhe disse que eram 50 rublos mas ele pediu ao vendedor para fazer-lhe um desconto e vender o cavalo por 45 rublos. O vendedor concordou! O homem justo comprou o cavalo para o homem pobre e saiu com cinco rublos na mão, com os quais comprou suas quatro espécies.

Mas o justo retornou à sua família envergonhado, pois todos os anos todos os habitantes da cidade em que ele morava vinham ver as quatro espécies mais bonitas e exuberantes disponíveis, mas naquele ano as suas quatro espécies eram simples.

Constrangido, dirigiu-se à Casa de Estudos do Rabino Noam Elimelech. E eis que no meio da oração, o Rabino Noam Elimelech começou a gritar e a dizer:

“ – Sinto o cheiro do paraíso na minha casa de estudos!”

E começou a chegar perto do mesmo santo, veio a ele e pediu-lhe para abrir sua valise. Disse Noam Elimelech:

“ – Suas quatro espécies cheiram como os Céus, conte-me, o seu segredo!”

O homem santo disse ao Noam Elimelech tudo o que havia acontecido com aquele homem pobre, cujo cavalo estava morto. Noam Elimelech levantou-se e disse-lhe:

“ – Agora vou continuar a sua história: o pobre, quando recebeu o cavalo, pensou que você era Eliahu Hanavi, que veio para salvá-lo e quando você deu-lhe o cavalo e ele ou montou e saiu para fora da cidade dando chicotadas de alegria no ar. Saiba que neste ano haviam acusações difíceis para o povo de Israel e que oração alguma ajudaria nossa salvação, nem mesmo as orações de todos os justos do mundo. Aquelas chicotadas de alegria no ar derrotaram todos os adversários de Israel e hoje você salvou o povo de Israel, tornando-se um homem santo e de um nível espiritual de grande excelência no Céu!”

A partir daquele dia aquele homem se tornou um grande santo de Israel.

Eis aqui algumas coisas que podem levar a pessoa a niveis muito grandes e muito elevados.

Hashem dê força ao seu povo e adoce para nós todos Suas sentenças, prefigurando a boa notícia da salvação e de conforto e que uma nova luz volte a brilhar em Tsión!

Tradução livre do Hebraico: Pessach (Paulinho) Rosenbaum

Rogamos ao Altíssimo a Refuá Shelemá do nosso rabino e mestre Yehoshiahu Pinto, Shlita!

 

 

 

 

 

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