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Escrito por Paulinho Rosenbaum   
Seg, 15 de Junho de 2009 03:33
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Um garoto pergunta à mãe de onde eles vieram, pois quer fazer uma prédica no seu barmitsvá sobre o assunto.

A mãe diz que vieram de Adão e Eva, e que foram criados por D-us.

Depois ele pergunta ao pai de onde eles vieram e recebe como resposta que vieram do macaco, que evoluiu desde a ameba.

O garoto volta à mãe confuso e sem saber de onde veio realmente, recebendo isto como resposta:

- É simples: da parte da minha familia você veio de Adão e Eva, mas da parte da família do seu pai você pode realmente ter vindo do macaco!

Todos nós temos estas duas partes: uma alma animal, que responde somente aos nossos anseios egoístas e busca somente aquilo que fortalece e supre nosso prazer físico.

Ao mesmo tempo, temos uma alma divina, um espírito que habita o nosso corpo e que satisfaz-se com a busca do conhecimento, de ideais, de valores e que supre-se somente daquilo que é espiritual.

O que realmente nos atrapalha na hora de buscarmos nossa alma gemea, aquela pessoa com a qual queremos nos casar e viver todos os dias da nossa vida, é que deixamos o nosso lado animal, que busca apenas nos satisfazer, ser o encarregado desta busca.

É óbvio que numa conjetura como essa tendemos a fracassar, pois não deixamos espaço algum para o outro. Nosso ego ocupa todo o espaço vazio e se, por um lado, buscamos satisfazer os anseios do conjuge, por outro o fazemos somente porque desta forma conseguiremos que ele/a, satisfeito/a, satisfaça também o nosso.

Não vemos as pessoas como elas realmente são, mas como a nossa versão do que elas são. Por isso, quando nossos sentidos já não se satisfazem com ela, tendemos a deixar esta pessoa por outra, ou tentar subjugar a vontade dela à nossa.

A liberdade desenfreada dos nossos tempos terminou por abafar nossa sensibilidade para o com o outro e minou nossa capacidade de auto-controle, dois fundamentos essenciais para se obter sucesso no casamento. É preciso que cuidemos mais dos nossos sentidos e paixões, os resguardemos dentro dos conceitos judaicos relativos ao auto-controle da sexualidade na hora de conheceremos a outra pessoa e que usemos estes sentidos somente dentro do casamento, depois de estarmos certos de havermos contraído um compromisso espiritual com o/a conjuge, cientes de agora nos havermos tornado uma só pessoa. Quando isto acontece, não nos relacionamos com o outro como um provedor das nossas necessidades e paixões, mas como uma segunda metade do nosso próprio eu, fazendo o que for melhor para compreende-lo/a e suprir de forma verdadeira suas necessidades, que são na verdade, a necessidade maior do todo no qual se forjou este matrimonio.

De acordo com a Cabalá, o próprio D-us criou um espaço vazio dentro de sua Infinitude, para que o homem possa habitar livre e dono do seu proprio destino, dentro dele. O mesmo deve acontecer durante o processo de formação de um casal. Temos que deixar um espaço vazio dentro do nosso ego, para que o outro possa nele habitar e desta forma nos tornamos uma só pessoa.

Existe uma diferença básica entre homens e mulheres: ao passo que o homem é capaz de lidar somente com um assunto por vez, a mulher vê cada situação como um todo onde tudo é levado em conta. Isto confunde os homens, ávidos por safisfazer junto à mulher tudo aquilo que lhe completa naquele momento: carinho, uma refeição, cuidar da casa, etc. A mulher, ao contrário, busca no homem o todo que a complementa e leva em conta cada detalhe da relação.

Por este motivo o judaísmo busca limitar o contato físico entre homem e mulher durante o processo de conhecimento mútuo com objetivo de formar um lar. Quanto mais o homem tentar conhecer e se conectar com à personalidade da mulher a quem busca como esposa, tanto mais fácil e convicta será esta relação. No momento adequado, quando realmente assumirem o compromisso de serem um só, haverá lugar para o contato físico, que será uma decorrencia, e não a causa desta a união.

 

Resumo da palestra proferia pelo Rabino Y.Y. Jacobson na Sinagoga Monte Sinai em SP em 14/06/09.

 

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