MULTA DO PRIMEIRO MUNDO OU DO OUTRO MUNDO?

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MULTA DO PRIMEIRO MUNDO OU DO OUTRO MUNDO? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Paulinho Rosenbaum   
Dom, 26 de Abril de 2009 19:23
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Este episódio se deu quando eu morava em Toronto, logo depois de Pessach. Aproveitei para visitar a comunidade de Montreal, o que equivale visitar a França sem sair dos Estados Unidos.

Fomos eu e um amigo que procurava companhia para não dormir no volante e quem gostasse de viajar 500 Km num dia e voltar no outro.

Resolvi colocar um sambão da pesada e um pagode brabo para amenizar a viagem no retão Toronto-Montreal. Meu amigo ficou surpreso:

- Paulinho, estamos na contagem do OMER, os 49 dias entre Pessach e Shavuot. Não se escuta musica nesses dias, ao menos ate o 33 dia, que é Lag BaOmer!

- Ora – respondi – ouvi dizer que isso se refere apenas a musica ao vivo, casamentos e algazarras. Já vi gente religiosa escutar musica no carro durante o Omer para distrair a atenção e não dormir no volante.

Meu amigo concordou e colocamos o sambão da pesada e pagode brabo.

Dali a uns minutos meu amigo resolve parar no acostamento.

- O que houve, perguntei?

- Os "home".

Os home! Pela primeira vez desde que estou no Canada teria a honra de ver a policia montada canadense em ação. (Montada em carro).

Policia de Primeiro Mundo é outra coisa: primeiro o guarda pede desculpas por tê-lo parado, depois explica que a Estrada está chuvosa, é Domingo e tem muita gente com pressa de chegar em casa e que ele estava dirigindo de maneira perigosa e passava dos 150 Km/h, o que acarretaria numa multa de uns 350 dolares e cinco pontos na carteira (max de15 em 2 anos). Meu amigo ficou desesperado.

Não se importava com o valor mas com os pontos que poderiam lhe valer a perda da carteira de motorista num pais onde não existe jeitinho.

Acalmei-o dizendo que rezaria para abaixar a multa e que ele pedisse ao guarda para perdoar a infração. Comecei a recitar o Tehilim (Salmo) 121.

O guarda pediu uns minutos e foi consultar o computador de bordo da sua viatura primeiro-mundista, que tinha a cara do batmóvel.

Imaginei como deveria ser a coisa lá no Mundo Superior:

- Seu Paulinho Rosenbaum, a sua carteira de dirigir mitsvót, por favor.

Levei o maior susto. A voz parecia vir de dentro da minha consciencia.

Era uma policia-montada-em-nuvem ganedense (do Gan Eden).

- Você estava escutando música no Omer. A multa é de 350 brachót e 5 mitsvót removidas da sua carteira. Com mais 15 você passa o Yom Kipur no Polo Norte, onde o dia dura seis meses e o jejum fica mais brabo ainda.

Senti-me culpado. Talvez meu amigo judeo-gringo não estivesse acostumado a sambão da pesada e um pagode brabo e fora controlando o batuque no pé do acelerador, o que acarretou em pé-de-chumbo e a consequente multa. Concentrei-me mais na reza e pedi a Hashem para perdoar a multa a meu amiguinho enquanto eu renunciaria ao sambão da pesada e pagode brabo, ao menos até Lag Baomer.

O policia montada canadense volta com um sorriso e um envelope.

- Aqui esta a sua multa, gentleman. Sentimos tê-lo multado, mas fomos obrigados a fazê-lo porque zelamos pela segurança em nossas estradas. Entretanto, vamos anotar que vocêestava a 125 km/h e multa-lo em $118 com apenas 3 pontos na carteira de motorista. Voce poderá recorrer se quiser.

Meu amigo ficou hipercontente e soltou um enorme "Baruch Hashem!".

Ao anotar 125 Km/h na multa numa zona de max. 100 km/h, o guarda permitia que ele recorresse, com grandes chances de sair inocente.

Ao retomar a viagem, trocamos o sambão da pesada por palavras de Torá, amenidades da vida e um pouco de silencio que não faz mal a ninguém. Pelo contrario, é otimo para a saúde (Talmud:Pirkei Avot).

O resto da viagem percorreu otimamente. Na volta um rabino veio de carona e daí foi mais Tora, amenidades e silêncio. Meu amigo voltou a detonar 150 km/h na volta, sem perceber.

Parece que ele era mesmo chegado a um pé-de-chumbo, independente do sambão da pesada e pagode brabo, mas acho que dessa vez a policia do Primeiro Mundo resolveu não atuar, influenciada pela Policia do Outro Mundo, que parecia nos acompanhar até Toronto com escolta de honra.

É sempre bom aprender mais alguma coisa de Torá sempre que nos acontece algo inusitado. 

 

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