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Robin Idish PDF Imprimir E-mail
Escrito por Paulinho Rosenbaum   
Qui, 23 de Abril de 2009 03:00
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Capítulo 1 - A ameaça do Sherife de Nothinghelt

O silêncio imperava na Floresta de Shilwood. A floresta tinha este nome porque de lá se cortavam árvores para fazer púlpitos e arcas da Aliança para Sinagogas...

   Então... o bando de Robin Idish espreitava por entre as folhagens do outono, para ver se passava mais uma tropa do ignóbil Sherife de Nothinguelt, em busca de mais coitados para confiscar-lhes o seu último dinheiro. A Inglaterra passava por uma período de absoluta escuridão, pois o rei Reuven Coração de Galinha partira numa Maguendavizada rumo a Jerusalém, em busca de divisas para a sua Yeshiva Real.

   As Maguendavizadas tinham por objetivo colocar em contato as comunidades judaicas da Europa com as de Israel para fins sociais, religiosos e fiduciários, principalmente quando se tratava de salvar uma casa de estudos de Torá da extinção, por falta de verbas. Nossos sábios dizem: "Se não há farinha, não há Torá e sem Torá, não há farinha". Isto significa que precisamos do comercio para podermos estudar Torá – mas se não for para estudar Torá, de que serve então o dinheiro? Comprar farinha?

    Reuven Coração de Galinha tinha esta alcunha por causa de uma iguaria que gostava de apreciar nas noites de Rosh Hashaná. É tradição judaica comer em Rosh Hashaná pratos que tragam algum sinal positivo para o ano vindouro. Reuven acreditava que um coração de galinha simbolizava menos ambição e mais bondade.

    Voltemos à Floresta de Shilwood: os aldeões estavam apreensivos, principalmente porque o ano era um ano Sabático em Israel, o que acarretava com que todas as dividas fossem automaticamente canceladas, a menos que se escrevesse um documento especial chamado Pruzbúl, que autorizava um Beit Din (Tribunal rabínico) a cobrar dividas. Mas o Sherife de Nothinguelt era tão sórdido que confiscara todos os Pruzbúl do reino.

     Com este ato covarde deixaria na pendura todas as dividas que contraíra com os aldeões. Somente Reuven Coração de Galinha poderia constituir um Beit Din na sua volta de Jerusalém para poder cobrar estas dividas. Mas o tempo passava e necas dele voltar da Cidade Santa. Agora os aldeões só poderiam contar com uma pessoa: o paladino da justiça... Robiiiiiiiiin Idish!

     Robin Idish pedia dinheiro aos ricos para fazer caridade com os pobres e ainda dava nota fiscal abatível do I.R. Era um mestre na arte de angariar dinheiro de quem tem de sobra para propiciar uma serie de Mitsvot a quem lhes falta de sobra. Entre elas estava a de arrumar Parnassá (emprego) e Shiduch (casamento) para quem não os tinha. Isto incluía desde pagar um curso profissionalizante a um desempregado, até confeccionar um vestido da hora para uma noiva, além de pagar-lhe as despesas da Chupá. 

    Contudo, a única pessoa de quem Robin Idish jamais faturara um mango, era do Sherife de Nothinguelt. Cada vez que alguém aparecia pedindo-lhe um dinheirinho de Tsedaca, lhe dizia: "- Nothing Guelt!" (Nada dinheiro!). O Sherife era Polish, por isto seu Inglês saía desse jeito, meio enviazado.

     Mas Robin Idish jamais desistiria. Além de fazer justiça, arrecadando do Sherife o dinheiro que ele desviou das obras sociais, Robin ainda tinha esperanças que o Reuven voltasse a tempo para o Prozbul. Por isto bolou um plano: o Sherife ainda era solteiro, pois não queria que moça alguma se beneficiasse de sua fortuna. Apesar das insistentes insistências dos rabinos e casamenteiras do reino, Mr. Nothinguelt tratava a todos com desdém.

- Não vou cobrar nada para lhe fazer um Shiduch, Sr. Nothinguelt!! Por favor, dê-se uma chance de conhecer uma mina idish de boa família que quero lhe apresentar... quem sabe ela faz de ti um Tsadík, como ensinam nossos sábios "Quem casar com uma Tsadéket, será um Tsadík" - esgoelava-se Dona Yentel Efônica para tentar enfiar um pouco de sechel na cabeça desta desmiolado. Dona Yentel Efonica fechava casórios por telefone, em geral acertando na mosca, por isto achava que seria bico desencalhar o Sherife de Nothinguelt.

- Não é a questão do dinheiro, é que ronco muito à noite e tenho medo que a mulher fique tão brava que saia correndo com todos os Pruzbul e desta maneira eu perca a única mumunha deste reino para poder ganhar umzinho por fora.

Dona Yentel não encontrava uma maneira de consolar o Sherife de Nothinguelt, mas aí já estava uma boa pista para sua pão durice desmedida... talvez um amor frustrado o tenha tornado assim. Agora era mais do que nunca uma mitsvá encontrar-lhe um Shiduch apropriado, pois assim todos os arqueiros da floresta de Shilwood poderiam finalmente dedicar-se ao estudo da Torá como faziam antes.

Enquanto isto, em Jerusalém, Reuven Coração de Galinha encontrava dificuldades para levantar uma granosa para sua Ieshivá real:

- Abram em nome do Rei da Inglaterra!

- Não abrimos!!

- Abram! Vamos, abram!!!

- Não abrimos e pronto!!!

- Se vocês não abrirem, abro eu!

- Não estamos nem aí... pode abrir!

- Vou abrir, hein?

- Se você abrir, vai ter que fechar depois!!!

- Não me importo com isso... é um... é dois... é trêêêêêêêêêês.... Tchpát! Consegui!!!

    Aos olhos atônitos dos habitantes da Velha Cidade, o Shamash (ajudante) do Rei Reuven conseguira abrir a tampa de um vidro enorme de pepino em conserva no alho e salsinha, que a anos desafiava mesmo os mais experimentados no assunto. O rei Reuven não admitia comer coração de galinha sem um pepininho azedo acompanhando, por isto era urgente que o Shamash fizesse esta proeza em nome de seu Rei.

- Senhores, Sua Majestade precisa levantar mil sacolas de ouro para Sua Ieshivá Real - proclamou o Shamash.

- O que ele vai fazer com tanto dinheiro? - perguntaram os Gabaim do famoso F. A R. O F. A (Fundo de Ajuda a Reis e Outros Famigerados Anônimos)

- A situação financeira da txurma em nosso reino anda molambenta por isto o rei deseja empregar o oitavo e mais elevado princípio de Maimônides: gerar empregos ou associar-se aos pobres, assim não se envergonharão pedindo esmolas.

- Que tipo de empregos o Rei quer gerar?

- Vamos montar uma franchise de verificação de Mezuzá e Tefilin. Vai se chamar VERI-FAST e proporcionará ao usuário serviços de verificação em rede, solidificando o cumprimento destas importantes mitsvót na nossa sociedade, ao mesmo tempo em que gera empregos.

- O que é verificação em rede? perguntou Sir Isaac da Lavanderia, curador do F. A. R. O. F. A .

- Para uma melhor verificação, o verificador deposita-se numa rede, que vem a ser uma cama de pano acoplada a dois galhos de árvore ou sustentáculos fixados à uma parede e isto permite um desempenho sem igual das funções descansativas e dormitivas, devido ao seu formato anatômico diferenciado.

- Puxa, estes aparelhos devem ser caros, não é?

- E como são! Bem, vamos cortar este papo porque o Rei precisa voltar a Londres. Fomos informados pela mídia que o bando de Robin Idish deseja tomar a cidade da Londres.

- Bando? Mas... Robin Idish não é o mocinho da estória?

- Sim, mas a mídia o apresenta como bandido, como faz com Israel. No final, a verdade transparecerá e Robin Idish será reconhecido como um paladino da Justiça.

- Israel também?

- Também.

 

Capítulo 2 - A Batalha de Waterlokshn' (o dinheiro que virou água)

 Sir Isaac da Lavanderia era um dos homens mais respeitados da Inglaterra. Como aos judeus não eram dadas muita oportunidades para o sustento, sobravam-lhes as atividades financeiras e o artesanato, fora as ligadas diretamente com a fé Judaica, é claro. Sir Isaac, com seu aguçado tino financeiro e senso de oportunidade, notou que os cavaleiros da Inglaterra andavam com as armaduras meio encardidas, depois que voltarem dos duelos.

   Decidiu então que era hora do reino britânico ter sua primeira lavanderia de armaduras. Como era um exímio limpador de panelas, aplicou a mesma técnica nas armaduras e o sucesso veio de imediato. As armaduras ficavam tão limpas que isto chegou aos ouvidos de Ivanhoérshale, um dos mais destemidos cavaleiros idish de toda a Saxônia.

     Ivanhoérshale ficou tão abismado com o polimento que o bom Isaac lhe deu à sua armadura, que imediatamente sagrou-o "Sir" Isaac da Lavanderia. "Sir" é panela em hebraico e deste momento em diante passou a ser o título nobiliárquico de todos os limpadores da armadura do reino, que a exemplo de Sir Isaac, começaram sua carreira limpando panelas. Em pouco tempo a fama de Sir Isaac da Lavanderia chegou à terra Santa e ele foi chamado a acompanhar o séquito de Reuben Coração de Galinha em sua Maguendavizada.

  

Final - O retorno do Reuven Coração de Galinha e sua sagração como Rosh Ieshivá Imperial

     Sir Isaac da Lavanderia e sua filha Margaruth corriam para alcançar o navio que logo zarparia para a Inglaterra, pois estavam ansiosos por conhecer o Shiduch de Margaruth – Prince Daven McNigun.

    McNigun estudava na Ieshivá da alta Escócia, onde ganhava seu sustento como supervisor de Whisky casher, o que lhe garantia um bom soldo sem fazer nada, pois todo Whisky é casher, assim como todas as bebidas alcoólicas que não contenham uva ou seus derivados. Isto lhe dava tempo de sobra para decifrar palavras cruzadas em Idish, o que não agradava Sir Isaac da Lavanderia, pois para ele o sustento deve ser sempre ganho com labor. Porém, sabia que este emprego lhe havia sido arranjado para que estivesse sempre disponível para completar um Minián, algo difícil de se conseguir na alta Escócia.

    Além do mais, Prince MacNigun alegrava o ambiente da Ieshivá com seus Nigunim acompanhados de gaita de fole, que não sabia tocar, mas segurava com uma panca que não tem nem tamanho.

    Por isto pediram-lhe que fosse a Londres tocar na festa de receptura do rei Reuven Coração de Galinha, que voltava de Jerusalém com dez sacolas de ouro para sua Ieshivá real, além do plano de abrir uma franquia para verificação rápida de Mezuzót e Tefilín, o Veri-fast, o que proporcionaria um baldão de parnassá para todos os pobres do reino. O séquito do rei Reuven aportou ao som de um samba escocês composto por McNigun para aquele momento histórico:

 

- Pobreezaaaaa... fióóóón.. por favor vai embooraaaaaa... fióóóón..

 -É o meu bolso que choooraaa, ... fióóóón..  de esmolar sem ter fiiiiiim

 - Fez da minha sucá a tua moradia.. fióóóón.. já é demais a shnorerai ...

 - Quero morar num palacete em Naharia... ... fióóóón..  e pilotar um Jaguar.

 - Lalaiaia, laiaiaiaiaiaia, ... fióóóón.. oioioioi, oi oi oi... fióóóón.. 

-  Oioioioi, oi oi oi... fióóóón... Ich vil abissale guelt! ... fióóóón..

      O som da gaita de fole, com fundo de pandeiro e a-gô-gô fizeram o rei e seu séguito derramar lágrimas de nishguit. Como prêmio, McNigun recebeu 5000 moedas de ouro para produzir um CD de samba escocês judaico, o primeiro do gênero, o mais longe possível da Escócia. Foi quando o Sherife de Notinguelt entrou no recinto, assolando a todos, bradando com seu sotaque anglo-polish:

 – Notinguelt para Ieshive de Reuven Coraçõ de Galinho! Paguem tesouro real com toda dinheiro que recadaram em Israel, caso contrário, io num devolve ieshte Pruzbul confishcada legalmente de meu incontestável autoridade e todos ficaram pendurados umas nas outros, causando reboliça comunitário imperdoável e perene. (Se o afável leitor não lembra mais o que é Prozbul, é só voltar ao início desta Lenda, perguntar o que é ao teu rabino, ou prestar mais atenção na estória).

     Dito isto, o Sherife de Nothinguelt sacou de sua alfarroba real, um xerox medieval, de todos os Prozbul do reino. O xerox era feito de casca de carvalho das fazendas do Duque de Copyright, daí sua inegável autenticidade. Todos ficaram estarrecidos. Além de jamais terem visto um xerox, a cara de peroba do Sherife de Nothinguelt era digna de um prêmio Esnobel, comenda dada pelos antigos Vikings para gente esnobe. Todos menos um. Sir Isaac da Lavanderia olhava com um certo ar de desdém para a galhofice do Shefife de Nothinguelt. Algo lhe parecia errado aqui, porque o ano sabático só era celebrado de sete em sete anos e o último foi celebrado em Israel dois anos antes, quando o próprio Sir Isaac estava em Jerusalém oferecendo seus serviços de limpeza de tinteiros de cobre usados pelos escribas para os Prozbul.

    O rei Reuven estava ocupado demais com os pobres da Alta Saxônia que tinha Baixa Parnusse, para saber em que ano estavam. Além disso, os demais judeus da Inglaterra há tempos usavam o mesmo calendário ganho de grátis do KKL e por isto confundiam todas as festas judaicas. Uma vez celebraram Sucót em plena Chanucá e ninguém conseguia chegar um Etrog à frente do nariz por causa do forte Fog que cobria todo o Reino Unido. Era chegada a hora de devolver a tradição do calendário judaico para aqueles irmãos desnorteados e ao mesmo tempo, passar uma rasteira inesquecível no Sherife de Nothinguelt. Para que tivesse êxito, Sir Isaac da Lavanderia precisaria da ajuda de Robin Idish, pois só ele faria o coração do Sherife de Nothinghelt amolecer. Então, como que caindo do céu, Robin Idish adentrou pela janela do castelo, pendurado naquela cordinha que os caras usam nos filmes de Robin Idish, e que deve estar mesmo presa no céu, pois nunca está presa em lugar algum, como no desenho de El Kabong.

 – Nothinguelt, seus dias de unha-de-fome estão contados! Além de não estarmos num ano sabático e de todas as dívidas dos aldeões terem sido perdoadas pelo Beit Din do rei Reuven Coração de Galinha, foi decretado que toda a bufunfa em vosso poder deve ser doada para um fundo de Achnassát Calá (auxílio a noivas).

    Neste mesmo momento, Margaruth, filha de Sir Isaac, entrava formosamente no Hall central do castelo, deixando todos assombrados com seu   novo corte de cabelo, curto e arredondado, com uma enorme franja.

 – Hello, my people, what are you looking to? Oh.... it's my hairdress! Don't be so chocked, it's the newest fashion among the Jewish girls in the Ishuv of Liverpool, where a new Bar-mitsvá Band is getting everybody mishigne with their new song: "She loves you, Oy, Oy, Oy!"

 Tradução: – Qualé, gente boa, tão me estranhando! Eu hein?

 O Sherife de Nothinghelt ficou tão deslumbrado com a doçura de Margaruth, que assinou um cheque em branco para a organização de Achnassát Calá da floresta de Shilwood, garantindo que, naquele ano, nenhuma moça judia ficaria sem um casamento digno por falta de Guelt.  Deste momento em diante, foi sagrado L.O.R.D. por Ivanhoérshale e passou a chamar-se o Lord de Notênguelt!

     Margaruth já estava prometida a Daven McNigun, mas, isto não importava mais ao antigo Sherife, que renunciara ao cargo em prol de Robin Idish. Ele esperaria pacientemente por sua Bashert, que chegaria minutos depois, trazida desde a Baixa Telefônia, por Dona Yentel Efônica.  

             – Rebeca, este é o Lord de Notênguelt.

            – Muito prazer seu Lord. Eu sou Rebeca.

            – Lord, esta é Rebeca. Ela é uma judia moça.

            – Muito prazer, dona Rebeca, eu sou um judeu homem.

            – Lord, Rebeca é solteira.

            – Sim, Lord, eu sou solteira. E você?

            – Você tem um jardim, Rebeca?

            – Sim, Lord, eu tenho um jardim.

            – Dona Yentel, Rebeca tem um jardim.

            – Sim, Lord, Rebeca tem um jardim.

 

       E assim, Rebeca, Lord Notênguelt e Dona Yentel Efônica, ficaram neste papo dias a fio e aproveitaram para abrir a primeira escola de Inglês para iniciantes, onde aplicariam sua animada conversa de Shiduch, para ensinarem a todo o mundo o idioma de Robin Idish, o paladino da Justiça, que partiu imediatamente em direção à América, mesmo que ela ainda não tivesse sido descoberta, pois podia agüentar tudo nesta vida, menos diálogo de curso de Inglês.

 

Ye Ende

 

 

Glossário de termos judaicos e paralelos:

Achnassát Calá = Tudo o que se relaciona a angariar fundos para casar uma moça pobre.

Idish = Idioma judeo-europeu que mescla hebraico, dialetos regionais e alemão medieval. Sinônimo de Judeu ou Judaico

Ieshivá = Seminário rabinico e local onde se estuda Torá de maneira dirigida ou em grupo

Shamash = Assistente de rabino e/ou da Sinagoga

Gabai = Funcionário da Sinagoga ou da Comunidade responsável pela arrecadação e administração de Fundos

Guelt = Dinheiro em Idish

Beit Din = Tribunal rabínico composto de 3 juízes

Parnassá = Sustento

Shiduch = encontro entre moça e moço solteiro com finalidade matrimonial

Maguen David = Escudo de David, ou estrêla de seis pontas

Mezuzá = Pergaminho sagrado que os judeus colocamos no umbral das portas. A caixinha não chama Mezuzá, mas nartik.

Daven = Rezar, em Idish. Origina-se do Aramaico Dahavium (as reza dos patriarcas, como explicou o rabino Shabsi Alpern)

Nigun = melodia, em geral entoada numa reza, estudo de Torá, na mesa do Shabat etc

Tefilin = Se você é judeu, tem mais de 13 anos e não sabe o que é, pergunte ao rabino na sua Sinagoga mais próxima. 

L.O.R.D. = Lendário Organizador de Recadação de Dinheiro

Notên = dá, doa, em hebraico

 

 

 

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