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ASTORIX o Macabeu, no Lechaim de CHASSIDIX PDF Imprimir E-mail
Escrito por Paulinho Rosenbaum   
Sex, 03 de Dezembro de 2010 02:30
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Nossa estória se passa na Lutécia (hoje Paris), capital da Gália (hoje França), no ano 5759 D.A. (Depois de Adão).

Astorix, o Macabeu, está desolado: um grupo de judeus brasileiros que veio assistir a Copa da França não conseguia entender como a gente foi tomar um banho desses, sem direito a perfume.

Segundo alguns, o resultado se deveu ao fato de na França o número de sinagogas ser maior do que no Brasil, portanto, o índice de rezas feitas pela seleção da França deve ter sido maior, mas não havia nada de oficial nesse sentido.

Astorix tentava explicar a essa turma que para HaShem qualquer reza de qualquer yehudi, quando dita com verdade, é imediatamente atendida, só que nem sempre da maneira que queremos, e por vezes, se Hashem atender uma reza nossa, isso não será para o nosso bem.

— Amigos, muitas vezes, o insucesso é uma vitória, pois nos ensina a prestar atenção nas coisas que verdadeiramente contam, como fazer uma mitsvá, evoluir espiritualmente, e principalmente, aprender a conviver com a frustração.

— Quem é você? — perguntou Astorix.

— Meu nome é Chassidix, por onde passo, acendo uma luz de esperança e um veio de alegria nos corações judaicos!

— Então tu vai ter de trazer um lança-chamas para acender a luz desse grupo de judeus brasileiros, porque parece que a invitória (Astorix não se atrevia a dizer "derrota") do Brasil foi como se o céu lhes tivesse caído sobre as cabeças.

— Xacomigo, eu tenho a manha — disse Chassidix. Reúne essa turma lá na mesa daquele parque que eu já volto.

Astorix não entendia como Chassidix faria para alegrar a galera tupinikosher, mas sentiu firmeza, e pediu para o pessoal se reunir na mesa assinalada.

 

O grupo estava com o que chamamos em Israel "cara de 9 de Av", que até hoje é um dia de jejum e luto pela destruição dos dois Templos e de mais um monte de nhaca que aconteceu com a gente, inclusive a expulsão dos judeus da Espanha, quinze séculos depois.

Astorix conseguiu mantê-los juntos a duras penas, graças a sua habilidade de explicar a parashá da semana tão depressa que todo o mundo pensava que ele estava transmitindo mais um jogo de futebol e que talvez nesse o resultado fosse mais positivo.

De repente, Chassidix me chega com duas dúzias de garrafas de vodka da boa, me põe um tape com alto-falante megasférico na praça e coloca uma música chassídica alegrona para tocar, enquanto vai enchendo os copos da galera com a vodka e dizendo 3 vezes "Lechaim" para cada um dos presentes, enquanto puxava os outros para dançar.

Era um farbrenguen chassídico! Em poucos segundos, estava todo o mundo, cada qual na sua roda, dançando música chassídica num ritmo contagiante e animador. Aos poucos, a música foi ficando mais melodiosa, como os famosos "nigunim", que preenchem cada cantinho da alma.

Chassidix pediu uma pausa para fazer um lechaim especial para os judeus do Brasil e proferiu um "'maamar", um discurso chassídico que desvendou muitos mistérios da Torá e do carinho especial que devemos ter pela vida que HaShem nos deu. Os rostinhos, outrora tristes, agora estavam iluminados pelo discurso de Chassidix.

Para arrematar, Chassidix fez um discurso especial sobre o capítulo 32 do Sefer HaTania, do primeiro Rebe de Chabad, Shneur Zalman de Liadi.

Este capítulo versa sobre Ahavat Israel, o carinho que temos por cada judeu, carinho esse enraizado na alma conjunta que todos nós compartimos e, por isso, somos todos como se fossemos uma só pessoa.

Aos poucos, Chassidix foi fazendo sinal para um outro grupo de judeus que estava só olhando a cena pelo rabo do olho, como se tivesse uma certa empatia pelo grupo de judeus brasileiros que recobrara sua alegria de viver.

Era um grupo de judeus franceses, que foram se aproximando devagar da mesa.

Astorix ficou apreensivo.

Mas Chassidix nem piscou: pediu a cada judeu brasileiro que enchesse o copinho de um judeu francês e dissesse, com força e gosto, "Lechaim!!"

Dito e feito. A alegria foi geral. Os judeus franceses responderam com um lechaim bem alto e ainda puseram na mesa um monte de vinhos, baguetes e queijos casher para caprichar ainda mais ainda no farbrenguen.

Chassidix pôs de novo o tape para tocar, com as músicas chassídicas mais alegres já escutadas até então. Judeus franceses e brasileiros fizeram uma roda enorme e começaram a dançar na maior animação, enquanto trocavam endereços, telefones e e-mails.

Parece até que saiu um shiduch (namoro com vistas a casamento) desse farbrenguen: ele brasileiro, ela francesa.

— Mazel Tov!! — brindou todo o grupo.

Astorix estava fora de si. Jamais havia ido a um farbrenguen. Quando se despediu de Chassidix, este lhe presenteou com uma fita de música chassídica bem animada para levar a Havanaguilix, uma garrafa de vodka especial que ganhou do Lubavitcher Rebe para o chefe Varenix e um exemplar do Sefer HaTania para o sábio Talmudix.

Ao voltar ao seu Ishuv, Astorix contava a todos a saga do farbrenguen enquanto Oyveylix devorava mais uma panela de kishke-tshulent.

Quando terminou a saga, o chefe Varenix determinou que todos os anos, nessa data, seria organizado um farbrenguen.

Lechaim!!!

 

P.S>: Muitos anos após ter bolado este texto vim a saber que todos os anos os Chabads fazem REALMENTE um farbrengen pela memória de René Goscinny, que redigia as aventuras de Asterix, desenhadas por Uderzo, e que elas foram inspiradas na Revolta de Metsadá (Massada) - Tropicasherix

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