-   -  Saturday 31st of July 2021 -  www.kaluach.org

Quem esta on-line

Nós temos 28 visitantes online

Facebook Friends

Connect with Facebook
Home Convidados CONHEÇA O MAHARAL DE PRAGA
Adicione no Facebook Adicione no MySpace Siganos no Twitter Veja os videos no Youtube
CONHEÇA O MAHARAL DE PRAGA PDF Imprimir E-mail
Escrito por Paulinho Rosenbaum   
Dom, 02 de Junho de 2013 23:15
AddThis Social Bookmark Button

UM MARCO NO PENSAMENTO RABÍNICO

CUIDADO COM O CREDENCIAMENTO

Para o Maharal, um rabino deve exercer uma influência tal no comportamento das pessoas que dê a elas uma sensação de estarem diante da própria Shechiná (Presença Divina).

Caso isso não aconteça, melhor teria sido que esta pessoa jamais tivesse sido credenciada como rabino.

Estar diante da Shechiná é sentir uma enorme felicidade no ato de doar e não sentir carência alguma com relação ao próprio kavod. Quem demanda kavod e exige o credenciamento alheio para dizer palavras de Torá oriundas da Fonte da Vida, não merece e nem pode ser chamado de rabino. 

Na Cabala Tropical isto significa: se você se julga tão importante assim, talvez não seja tão importante quanto se julga. Capisce? Ou quer que desenhe?

 

ESTÁ MAL? BUSQUE AJUDA!


"A pessoa acometida de tsaráat (um tipo de lepra) deve ser encaminhada a um cohen (sacerdote encarregado de purificar os israelitas)".

A tsaráat acometia pessoas com defeitos de caráter, tais como falar lashón hará (fofocagem). O encaminhamento ao cohen era feito para que ele pudesse diagnosticar se o que aquela pessoa tinha era realmente uma tsaráat, de que tipo e qual o remédio necessário. O remédio só funcionava se a pessoa fizesse teshuvá (arrependimento do mau feito e reparo do erro), como no caso de Miriam, irmã de Moisés, que fez um comentário sobre o irmão e ficou metsoráat por uma semana.

Daqui o Maharal infere que a pessoa é incapaz de detectar o próprio erro e que para isso é preciso que um especialista diga isso a ela. Nos nossos dias quem pode fazer este papel é um amigo, parente, rabino ou até mesmo um profissional treinado para isso. Daí para a cura é um passo.


 

 

 

PARA QUE SERVEM OS TESTES?

 

Para duas coisas: servir de absorção ou remanejamento de uma pessoa para esta ou aquela função e para forçar uma situação onde a pessoa tenha que dar o seu melhor ou externar alguma qualidade ou característica que talvez ela mesma ainda não seja consciente de tê-la. Ao mesmo tempo, serve como indicador dos limites físicos e emocionais da pessoa que está sendo submetida a este teste.

Na linguagem do Maharal, o termo hebraico NISSAIÔN (TESTE) - está diretamente associado ao termo NÊS (MILAGRE).

Alguns milagres não só aparecem após os testes como são função direta destes. Um dos mais famosos foi aquele ao qual todo o povo judeu foi submetido quando o Faraó vinha ao nosso encalço em pleno deserto, logo após a libertação do seu jugo. A galera entrou em pânico, cada um dava uma idéia diferente e Moisés começou a rezar. Hashem responde esta reza assim: " - Porque te diriges a Mim? Fala ao povo e comecem a andar!".

 

Um tropicasher da tribo de Judá, Nachshon ben Aminadav entendeu a mensagem e começou mesmo a andar - mar adentro - até a água chegar-lhe às narinas. Daí, TSCHUM!! O Mar resolve se abrir e os judeus podem caminhar tranquilamente em terra seca, rumo à total liberdade - não só física como psicológica, livre dos seus algozes egípcios.

 

O Mararal associa mais um termo hebraico aos dois anteriores: NÊS = Bandeira, estandarte, bastião. O esforço exigido para passar o teste provoca um milagre e defralda um estandarte que serve como farol para os que vem vindo atrás.

 

250

 

 

É MELHOR SER SÁBIO OU PROFETA?

O Maharal faz uma distinção entre o Sábio (Chachám) e o Profeta (Naví). O Sábio consegue deduzir logicamente os caminhos de Hashem e até mesmo saber o futuro que aguarda a vida de uma pessoa, ao passo que um Profeta é capaz de saber somente aquilo que Hashem lhe revela por meio de sonhos ou de parábolas. Assim sendo, para o Maharal, o Sábio leva certa vantagem sobre o profeta, mesmo porque qualquer um pode tornar-se um Sábio se dedicar-se seriamente ao estudo da Torá, ao passo que tornar-se profeta é um desígnio Divino. Somente um homem na face da Terra foi Sábio e Profeta ao mesmo tempo: Moisés.

A Moisés foi revelada toda a Sabedoria Divina passível de ser compreendida por um ser humano e ao mesmo tempo D-us lhe revelava os Seus caminhos de maneira clara e lúcida. Nos outros dois extremos temos Salomão, o mais sábio dos homens e profetas como Samuel, a quem D-us revelou, por exemplo, que David seria o próximo rei de Israel, quando tudo indicava que seu irmão mais velho, Eliáv, seria o próximo na linha da sucessão.

 

CACHORRO TEM CORAÇÃO?

Tem. Assim como muitos outros animais. O diferencial humano é o arbítrio, a compreensão e capacidade de formulação simbólica dos sentimentos. Os animais tem algo que o Maharal designa, em nome da Cabala, de Nefesh Behemit (Alma Animal). O cão é um dos animais onde esta alma animal tem sua expressão mais elevada, chegando mesmo a emular a alma do seu dono, ou seja, imitar seus sentimentos.

A palavra hebraica para cachorro é KÉLEV, que pode ser dividida em dois: Ke-Lev, ou seja, Como-o-coração. O coração do cão é como o coração do seu dono: se o dono é calmo o cão é calmo, mas se for raivoso, idem.

 

 

 

BRIT MILÁ NO OITAVO DIA

D-us ordenou Abrahão que circuncidasse o filho Isaac aos oito dias de idade e esta ficou sendo a data oficial do Brit Milá (Pacto de Abrahão) por todas as gerações, a menos que algum impedimento de ordem médica ou de outra natureza postergue a data.

O Maharal explica que o numero seis representa as seis direções do Universo: Norte, Sul, Leste, Oeste, Acima e Abaixo. Na festa de Sucót chacoalhamos as 4 espécies nestas seis direções. O número sete representa o complemento espiritual, a razão de ser, o cerne e o conteúdo daquilo que está dentro destas seis direções. Assim é o sétimo dia da semana - o Shabat. Já o número oito representa tudo o que está acima do plano físico - o nosso relacionamento com Hashem, pois extrapola as seis direções do Universo e até mesmo o seu conteúdo. E é por este motivo que o Brit-milá é feito no oitavo dia da vida da criança.

 

 

 

CASAMENTO POR DINHEIRO

Segundo o Maharal de Praga, um enlace matrimonial feito por interesse financeiro tende ao fracasso. Casamento em Hebraico é NISSUIM (elevação espiritual), e não tem conexão com o plano físico. Uma coisa é oferecer conforto ao cônjuge para formar um lar onde Hashem seja Benvindo e a escassez não ofereça obstáculos para o sucesso deste casamento (isto a tradição judaica respeita e apoia). Outra é casar-se com alguém de olho nas vantagens materiais que isto possa oferecer. Na linguagem da CABALA TROPICAL: golpe do baú... não é casher!


 

Textos selecionados e resumidos da obra "O Judaísmo segundo o Maharal de Praga", Rabino Zeev Selcer, Israel 1985.

SOBRE O MAHARAL

Rav Yehuda Loew, o Maharal (1525-1609). Nasceu em Posen, Polônia, na noite do Seder de Pessach, de uma distinta família de rabinos que traçou sua linhagem do rei David. Ele era o caçula de quatro irmãos.

O Maharal casou-se com 32 anos com a rabanit Pearl. Teve seis meninas e um menino que recebeu o  nome do pai do Maharal, Betzalel.  Em 1553 foi eleito rabino de Nikolsburg e da província da Morávia, onde permaneceu por 20 anos. Em 1573 se mudou para Praga, onde abriu uma yeshiva. Em 1592 o Maharal aceitou a posição de rabino em Posen, retornando a Praga em 1598 para servir como seu rabino.

Maharal criticou os métodos de ensino de sua época em que os rapazes eram ensinados numa idade muito jovem e insistiu que as crianças devem ser ensinadas, de acordo com sua maturidade intelectual.

Ao mesmo tempo, ele era completamente familiarizado com o conhecimento científico de sua época, bem como amigo de eminentes cientistas contemporâneos . Seu discípulo, David Ganz, trabalhou no observatório de Tycho Brahe, um distinto o astrônomo.

Foi um escritor prolífico, e seus trabalhos incluem: Israel sobre a grandeza de Torah e Mitzvot; Netivót Olam, sobre a ética; Be'er Hagolah, um comentário sobre ditos rabínicos; Netzach Israel, sobre exílio e redenção, e Chadash, sobre o livro de Ester; Ner Mitsvá, sobre Chanucá; Gevurot Hashem, sobre o Êxodo; e muitos outros.

O Rav Kook afirmou que o Maharal foi o pai da abordagem do Gaon de Vilna por um lado e o pai da Chassidut, por outro. Foi descrito como um "cabalista que escreveu em trajes filosóficos".  Seu túmulo fica na cidade de Praga, no quarteirão judaico. Vale a pena visitar!! Um de seus principais discípulos foi R. Yom Tov Heller, autor do clássico comentário mishnaico, Tosafot Yom Tov. Em sua introdução nos informa que o Maharal encorajou um grupo do estudo da Mishná. Fonte: Many Saltiel - yahrzeits@anshe.org

Observação: os escritos do Maharal se estendem por sobre toda a gama do pensamento e da Lei Mosaica.


IN MEMORIAM - Leilui NIshmat

Cecília Sheir Lewy Z”L e Marcos Lewy Z”L  – homenagem da filha Fany Lewy, Talit”a.

LAST_UPDATED2
 

Banners

Banner


Guper, website, sistemas web e mídias sociais