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Maharal por R´ Eduardo Katz PDF Imprimir E-mail
Escrito por Paulinho Rosenbaum   
Dom, 09 de Fevereiro de 2014 00:47
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RECONSTRUÇÃO APÓS A DESTRUIÇÃO

Shiur com base no capítulo 26 da obra Nétsach Israel, do Maharal de Praga.

A obra do Maharal não é apenas um livro de estudos, mas toda uma forma de pensar.

É o que chamamos em Hebraico de Machshevet Israel.

Uma proposta de examinar as coisas de outra forma, sob uma nova perspectiva.

 

O Talmud conta, no Tratado de Macót 24ª que Raban Gamliel, Rabi Elazar ben Azaria, Rabi Iehoshua e Rabi Akiva caminhavam em Jerusalém quando ouviram vozes provindas de romanos da cidade de Patom, a uma pequena distancia. Daqueles romanos ecoavam vozes de festa e alegria. Nossos Sábios então começaram a chorar, mas o Rabi Akiva... estava rindo!

Mas quando lhe perguntaram por que ele estava rindo, Rabi Akiva retrucou perguntando... por que eles estavam chorando?

Os sábios redarguiram dizendo que enquanto aqueles goim estavam relaxados, tranquilos e felizes, nós judeus estávamos tristes e cabisbaixos, pois o Templo do nosso D-us havia sido queimado. Rabi Akiva disse: mas é justamente por isso que estou rindo! Se estes, que transgrediram as palavras de D-us estão alegres, imaginem como estarão aqueles que seguem as palavras de Hashem! Estes vão ser recompensados ainda mais!

Uma segunda parte desta história conta que estes sábios iam para Jerusalém e quando lá chegaram, ao avistarem Har Hatsofim, de onde podiam ver o local do Templo, rasgaram suas vestes como sinal de luto pela destruição do Templo, conforme a Halachá.

Quando os sábios chegaram ao Har Habait, viram uma raposa saindo do Kodesh Hakodashim – O Santo dos Santuários -, e começaram a chorar uma vez mais; mas o Rabi Akiva ria novamente. Quando perguntaram a ele o motivo do seu riso, ele respondeu com uma pergunta: por que vocês estão chorando?

Eles disseram que se alguém entrasse no Kodesh Hakodashim esta pessoa morreria de imediato, pois somente o Cohen Gadol poderia entrar, e somente no Yom Kipur. Mas agora vemos cumprir o que está escrito em Eichá, o Livro de Lamentações, que nada menos do que raposas iriam sair do Kodesh Hakodashim!

Rabi Akiva retrucou: pois é exatamente disto que estou rindo! Há um passuk (versículo) em Ieshaiáhu sobre Uria e Zecharia, que viveram a uma distancia muito grande entre si e em épocas diferentes. Uriá viveu na época do primeiro Beit Hamikdash e Zecharia no começo do Segundo Templo e por isso havia sido um dos últimos neviim. Mesmo assim, o passuk relacionou estas duas profecias: se Uria fala sobre a destruição de Jerusalém, em Zecharia está escrito justamente que anciãos e anciãs iriam se sentar às ruas de Jerusalém.

Isto é uma mostra que enquanto não fosse cumprida a primeira profecia, a de Uria (da destruição), nada se concretizaria com relação à profecia da reconstrução. Mas como a primeira profecia já havia sido concretizada - disse Rabi Akiva – então a outra também já poderá se cumprir. Ao ouvir isso, os Sábios responderam em uníssono:

"- Akiva, você nos consolou!"

Como devemos entender esta passagem do Talmud?

O Maharal o explica da seguinte forma: a inexistência é o motivo intrínseco de uma existência. Ou seja, para que haja uma nova existência, para existir algo novo, é preciso que a realidade que existia até aquele momento deixe de existir. Para que algo novo possa surgir, é preciso dissipar aquele mundo antigo, do contrário o novo não poderá vir a ser. Quanto maior a nova realidade que deve surgir, maior será a destruição que a antecede.

Resumidamente: se você quiser uma coisa nova, precisará antes de uma destruição. Para que você tenha uma nova realidade, terá que destruir o que existia até então; e quanto maior a  novidade, maior a necessidade da destruição que a anteceda.

O Maharal dá um exemplo nítido com relação ao Egito. Quando os judeus estiveram no Egito, diz a Torá que eles se multiplicaram e frutificaram – até seis almas por ventre materno! Segundo o Maharal isto só começou depois que pereceram as setenta almas que desceram ao Egito. Estas almas eram as tribos de Israel, a família de Jacó. Foi somente quando este processo culminou que o povo judeu começou a crescer novamente.

Em outras palavras: só é possível dar inicio a nova existência, como a do povo de Israel, quando cessa a existência deste povo em forma de um clã, de família. Enquanto permanecer o formato “família”, não existirá o formato “povo”. Porque o povo judeu começou a multiplicar-se somente quando faleceu a família de Jacob? Porque família e povo não é a mesma coisa.

Resumindo: um povo começa a nascer quando ele cessa o período em que era apenas uma família.

Esse princípio tem lugar na própria história do começo da Humanidade. Diz o Midrash (Bereshit Rabá): “Rabi Hia Raba disse que no começo da criação do mundo, D-us viu o Beit Hamikdash construído, destruído e depois sendo construído novamente”:

“Bereshit bara Elohim” (No início D-us criou): O primeiro Beit Hamikdash

“Ve haárets haitá tohu vavohu” (E a terra estava em estado de caos): O Templo foi destruído.

“Va iomer Elohim iehi or” (E D-us disse: que haja luz): O Segundo templo foi construído.

O objetivo final da criação do mundo é o Beit Hamikdash, para que lá o povo judeu possa comungar com Hashem. Mas há um ponto em que o Beit Hamikdash está construído, depois é  destruído e depois construído de novo.

Se o próprio Midrash já nos diz isto, podemos ver que uma destruição faz parte de uma construção e isto já era previsto desde o inicio dos tempos! Não se trata de uma destruição por si só, mas do começo de uma nova construção.  Em outras palavras: a destruição é parte integral do processo de reconstrução. A destruição causa uma construção ainda mais pujante.

O ovo é um exemplo disso. Você vê um ovo. É agradável aos olhos. Você pensa em comer, mas uma galinha senta em cima e o começa a chocar. Você desiste de comer. O ovo começa a aquecer e parece estar entrando em estado de apodrecimento. Ao sentar em cima, a galinha  provoca a destruição da casca, mas como consequência... É criada uma nova vida, o pintinho.

Quando a destruição chega ao auge, algo novo pode estar nascendo, e muito melhor. Quando a existência anterior entra em estado de destruição, ela dá espaço para uma existência ainda melhor. O pintinho é uma existência bem mais complexa do que o ovo que o precedeu.

Neste caso a destruição trouxe uma construção.

Outro Midrash, Eicha Rabati:  Rabi Shimon relata que uma pessoa arava a terra e seu boi começou a mugir em alto brado. O dono se espantou com aquilo.  Passou um árabe que perguntou quem ele era, e o dono do boi respondeu: “sou judeu”. O árabe redarguiu: “desata o seu boi e deixa suas ferramentas, pois seu Templo acaba de ser destruído”. O judeu perguntou: “como você sabe disto?” Disse o árabe: “pelo mugido do boi... ele sentiu que o Beit Hamikdash foi destruído e por isso mugiu fortemente. Por isto fique de luto e pare de trabalhar”.

Contudo, no momento em que aquele yehudi começou a desatar a canga, o boi mugiu fortemente de novo e o árabe disse: “prenda o seu boi, e voltar a trabalhar, pois acaba de nascer Mashiach, o salvador dos judeus”.

Este Midrash reforça a ideia trazida anteriormente: a destruição está diretamente ligada à construção. No mesmo momento da destruição do Beit Hamikdash – nasce o Mashiach. O Maharal explica que a história não trata de algo no sentido literal (peshat), pois não houve algo físico como  o nascimento real de um bebê.

O Sêfer Havikuách do Ramban (Nachmânides), conta que certa vez, na Espanha, ele havia sido chamado a discutir com os cristãos, que argumentaram com base neste Midrash que o J.C. teria sido Mashiach, por ter nascido no momento em que o Templo foi destruído.

Através de vários argumentos o Ramban conseguiu refutar essa ideia dos cristãos. O principal argumento é que ele teria vivido bem antes da época da destruição do Templo, pelo menos setenta anos antes. Também há quem diga que ele fora aluno do Rabi Iehoshua ben Perachia, ou seja, duzentos anos antes da destruição e isto não encaixa nas datas do calendário gregoriano.

Nossos sábios sabiam que estes Midrashim poderiam causar confusão por viveram depois do advento do J.C., por isso é claro que  teriam tomado cuidado extremo em não se pronunciar de modo a autenticar o argumento cristão. O Mashiach em questão não poderia ter sido o J.C.

Este exemplo tem como função avivar a ideia de como um momento da destruição pode se tornar o dínamo do nascimento do Mashiach e do inicio da Redenção  - de uma nova construção. Para obter uma realidade nova é preciso cessar a realidade antiga.

É isto que nos insinua o mugido daquele boi. No momento da destruição, a reconstrução é instantânea. O terceiro Templo começou a ser construído assim que o segundo foi destruído.

O Maharal pergunta como podemos olhar para um mundo sem o Beit Hamikdash e dizer que D-us é Senhor do Mundo, Elohêi Olam? Como pode existir um mundo que não se encontre na forma original que D-us desejava pra ele?

Diz-se que no evento da entrega da Torá o Monte Sinai - Har Sinai - era chamado Har Ha Elohim (Monte Divino). No momento seguinte ao ser deixado pela Shechiná – a Presença Divina também o deixa e o monte volta a ser chamado Monte Sinai - Har Sinai.

Similarmente, se o Templo – objetivo Divino - foi destruído e a Shechiná deixou este mundo, como podemos dizer que o mundo ainda é o mundo de D-us?

Segundo o Maharal este argumento não é consistente, pois o mundo está em constante processo de reconstrução. Não estamos vivendo uma realidade sem o Beit Hamikdash, mas uma realidade na qual ele está sendo reconstruído -  e este ainda é o objetivo de D-us.

Nas nossas bênçãos não dizemos que Hashem construirá Jerusalém, mas que Ele está construindo Jerusalém - “bonê” Yerushalaim!

Agora podemos entender por que Hashem permitiu a destruição do Beit Hamikdash, por que Ele permitiu a Galut, por que deu aval a uma tragédia dessas, como se a existência sagrada de Am Israel em sua terra tivesse culminado de vez.

Sabemos que Hashem só faz coisas boas, por isto devemos estar conscientes de que esta destruição está causando uma reconstrução, e quanto maior e mais terrível for a destruição, maior será a construção! A realidade causada pela destruição trará uma construção maior e mais benéfica ainda.

Por este motivo não devemos estranhar o fato de termos apenas três semanas de luto pelo Beit Hamikdash, e SETE semanas para nos consolar! Por isso temos que a olhar a destruição de modo diferente. Esse é o peshat , o sentido mais literal, do consolo, da nechamá.

A tradução do termo nechamá pode ser feita de três maneiras:

1 – consolo

2 – arrependimento

3 – mudar de ideia, tomar um novo rumo.

O fato comum entre os três é que uma mudança de visão e de perspectiva está presente. Quem se arrependeu mudou de visão. Existe uma mudança de decisão com vistas ao futuro.

No caso da Nechamá como consolo, como isso se aplica? Resposta: olhando para algo e observando que aquilo aconteceu por algum motivo. Olhar as coisas por outro ângulo, de modo diferente, sob nova perspectiva. É isto o que nos consola. É observar a destruição de um modo diferente do que geralmente fazemos.

Um dia é composto de noite e dia. Não existe dia sem noite. No judaísmo a noite antecede o dia. Para que o Sol nasça, ele precisa ter se posto, é preciso que tudo fique escuro.

Isto rege tanto o ponto de vista global, do povo de Israel, como o individual, de cada pessoa. É uma regra da vida. Se olharmos nossa história, veremos que as grandes construções vieram depois das grandes tragédias. Temos que encarar as coisas deste modo também em nossas vidas particulares. Pode ser difícil, mas temos que ver as coisas desse modo.

A porção da semana, Reê nos faz refletir nesta direção: “D-us nos coloca adiante a maldição e a benção”. Podemos vê-lo somente como maldições e bênçãos que Hashem coloca diante de nós, mas também como bênçãos que vem logo após ou como resultado de uma maldição. Para cada maldição existe uma benção concomitante. O que define cada uma delas é o modo como  o enxergamos.

O livro “Tania” do rabino Shneur Zalman de Liadi ensina que neste mundo há certas coisas que não conseguimos compreender na sua forma correta. Alguns eventos, depois de passar por diversos processos desde os mundos espirituais e de descer vários os degraus até chegarem a nós, terminam por se transformar até chegar em forma de maldição! Mas é necessário entender essa maldição.  Na verdade não há maldição, isto depende somente de como estamos olhando para determinado evento.

Um exemplo disto é a luz do Sol: sua luz é boa, ilumina, aquece, faz bem à saúde, mas a mesma luz em excesso pode cegar e não deixar ver o que precisamos, isto também não é bom, pois eu não estamos preparados para receber tanta luz.

A luz é boa, mas eu não consigo aproveitá-la, portanto ela pode parecer uma maldição. No Mundo Vindouro talvez tenhamos como enxergar a benção que nos foi enviada, mas neste mundo a percebemos às vezes somente como uma maldição.

Por vezes uma maldição pode ser mais exaltada do que a própria benção, diz o Tania, mas nós não o vemos. O problema está no recipiente, não no evento – às vezes nós é que não estamos aparelhados para poder ver a benção da forma como ela se nos foi enviada.

Conta-se de um aluno do Rambam (Maimônides) que esteve muito doente, prestes a falecer. O Rambam veio lhe visitar em seu leito de morte e lhe pediu: “dentro em pouco você estará no Gan Éden. Tenho alguns questionamentos sobre o porquê de alguns eventos que solem ocorrer neste mundo, como por exemplo – o porquê das pessoas sofrerem. Por isso vim lhe pedir: quando chegares lá em Cima, apareça para mim em sonho e me ajude as esclarecer estas dúvidas”.

O aluno, depois de falecido, apareceu ao Rambam em sonho e pediu desculpas ao mestre dizendo que lá em Cima não existiam as tais indagações que ele lhe fizera e que aquelas dúvidas não existem nos Mundos Superiores.  Lá em Cima está tudo muito claro, não existem dúvidas, tudo isto pertence somente ao mundo físico.

Esta é apenas uma mostra de como somos limitados para entender os fatos e as maldições. Isso é uma limitação nossa.

As maldições a que nos referimos aqui foram enumeradas nas poções Bechukotai e Kitavó e isto diz respeito ao assunto da destruição, reconstrução e consolo, temas desta dissertação.

Há uma historia baste conhecida a este respeito sobre o Baal Hatania.  O rebe fazia a leitura da Torá todos os anos. Em determinada ocasião, quando seria lida a parashá que descreve as maldições, ele se encontrava em viagem. Foi escolhido outro baal korê para a leitura. O filho do rebe, Dov Ber, era ainda um menino perto dos doze anos. Quando ouviu a parashá dos lábios de outra pessoa, Dov Ber começou a se sentir mal. Ficou tão doente que não se sabia se poderia jejuar naquele Yom Kipur! Quando lhe perguntaram o que havia ocorrido ele respondeu: “todos os anos são lidas as maldições, mas isto jamais me incomodou, pois quando o meu pai as lê - elas me parecem bênçãos”.

Aqui aprendemos que tudo depende da forma como interpretamos algo: isto pode se tornar uma benção ou o contrário disto.

Conta-se em outra história que Rav Nachman de Tchernobyl, quando jovem, encontrava-se na mesma sinagoga do grande Baal Shem Tov no Shabat em que se lia a porção que contem as maldições e que ele fora chamado para subir na Torá. Naquela época ele tinha sérios problemas de saúde e dores por todas as partes do corpo. Começou a se perguntar por que justo ele teria sido chamado numa leitura onde se leriam as maldições? Contudo, quem estava lendo a Torá era o Baal Shem Tov, e a cada palavra que o rebe lia, Rav Nachman sentia aliviar cada um dos seus sintomas.  Ao final da leitura, todas as suas dores já tinham desaparecido.

Nossos mestres cabalistas dizem que num nível mais profundo e secreto, as maldições são na verdade apenas bênçãos.

Uma anedota conta que certo rabino ensinava que o nosso costume de ler as maldições em voz baixa deve-se ao fato de na verdade – secretamente – elas serem bênçãos, e que as pessoas solem contar seus segredos somente em voz baixa...

Agora podemos entender que a destruição de uma existência anterior é motivo para uma existência maior, tanto na nossa vida particular, como das nossas comunidades e de todo o povo judeu.

Uma vez um aluno do Rav Gutner escreveu-lhe contando que havia caído muito espiritualmente, e que não conseguiria se erguer. Rav Gutner respondeu da seguinte forma: diz o versículo que um Tsadik cai sete vezes e mesmo assim ele consegue se reerguer. O que isso significa? Literalmente, que o justo cai e se levanta. Mas o verdadeiro significado do versículo é que justamente a queda do justo é que o faz poder se levantar. Quanto maior a queda maior a subida, maior a ascensão.

Curiosamente, Rav Gutner era contra os livros de histórias sobre os Guedolim – os grandes rabinos do povo judeu. Aparentemente podemos pensar que suas vidas eles conheceram somente vitorias e fatos de sucesso, mas suas sagas não nos contam sobre suas quedas, seus testes, as dificuldades pelas quais passaram e o que precisaram amargar até se tornarem os grandes homens como os conhecemos hoje. Parece-nos que eles já nasceram grandes, que já eram sábios dentre o ventre da mãe. Mas não é nada disso. Eles sofreram muito até chegar aonde chegaram. Precisamente por isso são chamados de justos: por terem caído tantas vezes. Mas isso os livros não contam...

Rav Gutner conclui afirmando: quando a Torá diz “E viu Hashem que era bom - tov” ela refere-se ao iétser hatov – a boa inclinação; mas quando o termo utilizado é “muito bom - tov meod” a Torá está se referindo ao iétser hará – a má inclinação.

Em outras palavras, quando temos testes, quedas e descidas, isto é muito bom - tov meod – pois quanto mais a gente cai, mais a gente pode subir. Tanto em relação ao povo judeu quanto a um individuo. Se você caiu, se teve uma queda, isto só pode significar que o teu potencial para subir é ainda maior!

Eduardo Katz.

Compilação: Paulinho Rosenbaum.

Tema para reflexão: da Shoá ao Ressurgimento do Estado de Israel.

 

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