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Home Porções da Semana Bereshit (Gênesis) Parashá da Semana de Chánuca: Mikêtz
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Parashá da Semana de Chánuca: Mikêtz PDF Imprimir E-mail
Escrito por Paulinho Rosenbaum   
Dom, 21 de Dezembro de 2008 01:35
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Esta parashá começa assim:

" - Então, ao cabo de dois anos o faraó sonhou e então as vacas foram ao Nilo e então..."

Então isso, então aquilo...  Esta série de "entões" vem nos mostrar a providência Divina atuando no momento necessário. Esta é uma das características típicas dos milagres: eles acontecerem na hora certa.

"Teshuát Hashem ke' eref ayin", diz o Talmud - Hashem nos tira do sufoco num piscar de olhos!

A parashá conta que Yossef ficou dois anos nas masmorras do faraó, mesmo depois de solucionar os sonhos do padeiro e o do bar-man do Faraó. A interpretação de Yossef foi uma profecia: o padeiro foi condenado e o bar-man foi solto, conforme ele havia contado.

Mal agradecido, o bar-man esqueceu (de propósito) de pedir ao faraó para soltar Yossef.

Assim tem sido durante todas as diásporas: nações do mundo se beneficiam com a sabedoria de Israel e depois fazem que não nos conhecem. Progridem quanto acolhe os judeus, mas vão à bancarrota quando os expulsam. Basta lembrar o que eram Portugal e Espanha antes e depois da expulsão dos judeus. A Espanha começou a prosperar depois de 500 anos, coincidentemente depois que o Rei Juan Carlos pediu desculpas ao povo judeu no Knesset, pelos delitos cometidos pela Inquisição espanhola.

Estes dois anos a mais de Yossef na prisão egípcia foram um castigo educacional que Hashem implementou, por ele ter pedido ao bar-man que intercedesse junto ao faraó para libertá-lo.

Sendo Yossef um Tsadik, um homem que tinha sucesso em tudo o que fazia por obra de Hashem, de acordo com a Torá ele jamais poderia depositar seu destino nas mãos de um ser humano.

Mas quando chegou a hora do Plano Divino funcionar, Hashem não demora a fazer o faraó ter o tal sonho das vacas gordas e das magras, dá um nó no pensamento dos oráculos egípcios para nenhum deles vir com uma solução e de repente, não mais que de repente, o bar-man lembrou-se de Yossef, ainda que de má vontade:

" - Seu Faraó, tem um moleque judeu que veio parar aqui vendido como escravo, que talvez possa quebrar o vosso galho real e interpretar o sonho pro senhor. Ele interpretou o meu e foi batata!"

O afável leitor notou: o energúmeno do bar-man foi mal caráter, alem de anti-semita.

Disse que Yossef era moleque - pois ainda teria descredito mesmo que acertasse no sonho.

Disse que Yossef era judeu - pois não poderia ocupar cargos oficiais caso sua sorte virasse

Disse que Yossef veio como escravo - pois um escravo tinha restrições naquela sociedade.

Mas nada disso adiantou:

Yossef era um adulto - pois tinha idade maior que bar-mitsvá.

Yossef era judeu - portanto filho de Israel, podendo ocupar qualquer cargo que Hashem designar.

Yossef era livre - pois só servia a Hashem, o Rei dos Reis dos Reis, o Santo Bendito Seja.

O Faraó sentiu isso e mandou tirar Yossef da masmorra na vula, dar-lhe um "banho-de-loja" faraônico com direito a mordomias e apresentar-se frente a corte egípcia de maneira digna.

O Faraó contou o sonho, Yossef mata a charada na chincha e lhe ainda dá conselhos de brinde.

O Faraó deu socos no ar, pulinhos de alegria de satisfação e nomeou Yossef vice-rei do Egito.

" - Somente o trono será mais alto que você" - disse o faraó.

Nossos sábios ensinam que o "trono" neste caso é o trono de Hashem.

Hashem escolhe a pessoa certa na ocasião certa para fazer o Seu Trono Celestial prevalecer entre os humanos.

Pode ser você também.

Desde que seja um Tsadik como Yossef.

Que só tenha uma preocupação na mente, dia e noite, todos os dias.

Fazer valer a vontade de Hashem, do modo exato como está na Torá.

Yossef foi o primeiro a fazer o trabalho de Mashiach: operou no plano no Nefesh (plano físico).

Moshé foi o segundo: conduziu todo o povo judeu a viver de acordo com Ruach (Espirito) da Torá.

David o terceiro. trouxe a Neshamá (alma) do mundo na construção do Templo no local determinado por D-us.

Mas esta Neshamá (alma), foi exilada após duas destruições e um exílio que está terminando aos poucos, desde o reerguimento do Estado de Israel, o Nefesh do povo, o movimento de Teshuvá - retorno a Ruach da Torá em Israel e no mundo todo, inclusive entre os não judeus;

O Mashiach derradeiro vem restaurar a Neshamá do mundo através de reconstrução do Beit Hamikdash, do Templo de Hashem em Jerusalém.

Por isso e não por acaso lemos esta parashá na época de Chanucá - a festa de reinauguração.

Para nos reinauguramos todos os dias, por dentro e por fora, pensando em D-us e confiando que Ele fará todo o Bem que pensou para o mundo chegar até cada um de nós, no momento necessário.

Vamos tentar apressar este momento cumprindo a Torá e suas mitsvót, pensando uns nos outros.

Vai chegar.

Está prometido.

 

 

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