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Kedoshim (Santos!) PDF Imprimir E-mail
Escrito por Paulinho Rosenbaum   
Qui, 30 de Abril de 2009 19:28
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A parashá desta semana se chama "Kedoshim", que quer dizer "Santos" em hebraico, o que sempre dá pano pra manga pro pessoal dizer que só pode torcer para este time de acordo com os escritos.Na verdade, "Kedoshim" é o objetivo da vida do judeu: tornar-se Santo.

Pergunta da redação: Como alguém se torna Santo, afável leitor?

 

- Eu sei! Vai morar no fundo da gruta "Skessam Demim", come meia azeitona por ano e fica o dia inteiro pendurado num estalagmite e murmurando a poderosa mantra: "Kerim Bora... Kerim Bora..."

- Antes fosse assim, afável leitor. Na verdade, a "Kedushá" (Santidade) de um yehudi (judeu) é obtida pelas vias do cotidiano, nas tarefas mais comuns, no traquejo social, na relação entre pais e filhos, marido e mulher, entre irmãos, entre vizinhos, patrão e empregado, homem e comunidade, povo e govêrno, homem e D-us.

     Hashem é Santo.

    "Santo" quer dizer "consagrado", "separado", "diferenciado". Quando Hashem diz que fez o homem à Sua imagem, se referia a essa capacidade humana de tornar-se Santo através dos atos mais mundanos:

    A honestidade nos negócios, a lealdade, a imparcialidade, a justiça, a bondade, a caridade, a compaixão, a união, a conciliação, todas mitsvot "horizontais" de homem para homem, são comuns a toda a humanidade.

    Sem jamais deixar o contato especial que temos com Hashem através das mitsvot "verticais", o yehudi se Santifica através do Shabat, da oração, da cashrut, das leis familiares, das nossas festas e costumes.

    Hoje em dia, a Internet possibilita a cada individuo tornar-se responsável por toda a humanidade, influenciando-a e deixando-se ifluenciar por ela.

    As malas diretas que nos chegam de varios países, em varios idiomas, muitas vezes salvam vidas, alegram um coração desesperado, unem familias, dão um pingo de esperança, encorajam e alimentam o espírito.

    Mas por outras, trazem em si abobrinhas e besteirol incontáveis, muitas vezes na infeliz forma de fofocas, disse-me-disse e asneiras de todo tipo.

     Daí vem a parashá Kedoshim e nos acode: "Al telech rachil beamêcha!" (não saia por ai  fomentando o fuchico e a discórdia).

     "Rachil" vem de "rechilut" (fofocagem) e é um dos piores pecados da Torá, as vezes sem possibilidades de conserto (teshuvá).

      De acordo com o Chafetz Chayim, o pior tipo de "rachil" é aquele que junta todo o mundo em torno de si e torna a vida de outrem amarga, contando tudo o que essa pessoa fez ou deixou de fazer, com riqueza de detalhes.

     Hoje, com a Internet, o "rachil" pode detonar qualquer coisa pela sua mala direta, através do inocente mouse, sem ter papas nos dedos. Cuidado! A próxima vítima pode ser todos nós.

    
Escrevendo nossos e-mail com mais ternura e consciência, estaremos evitando a fofocagem e tornando esse mundo uma fonte de bençãos.

    Sejamos Santos.
E-mail de casa faz milagre.
 


 

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