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Parashá da Semana: BEHAR + BECHUKOTÁI PDF Imprimir E-mail
Escrito por Paulinho Rosenbaum   
Seg, 11 de Maio de 2009 01:04
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A parashá desta semana abre com a mitsvá de fazermos a terra descansar um ano inteirinho a cada sete anos, logo que o povo judeu chegar à Terra Prometida: Israel.

Um povo é libertado de uma escravidão de 210 anos, passa 40 no deserto, encontra o próprio D-us no Monte Sinai e a primeira incumbência que recebe antes de entrar em Israel, é que depois de 6 anos de produção terá que baixar a grade e fechar o trinco da economia do país. 

       Pode e como. A Torá revela aqui a maior mensagem de confiança em HaShem que os judeus terão de desenvolver em termos de parnassá e nossa proximidade com Ele em Eretz Israel.

O mesmo povo que foi paparicado durante 40 anos com o "man" (maná), que brotava para todos e tinha o gosto da comida que a pessoa gostava, se via agora às vésperas de se sustentar sozinho, vivendo da agricultura e derivados.

O sucesso nessa nova empreitada e a fartura econômica, poderiam fazer com que o nosso povo se afastasse de HaShem, como está escrito na penúltima parashá da Torá ("E os Judeus engordaram e chutaram a Torá").

HaShem não queria que a gente pensasse que milagre só acontece na hora do sufoco.

Pelo contrário, a própria fartura econômica adquirida por meios naturais é o maior de todos os milagres e a maior prova de "Hashgachá Clalit" (Cuidados de D-us para com o Povo de Israel).

Qualquer pessoa que visita Israel hoje em dia vê isso com a maior clareza.

Por isso HaShem bota uma mitsvá logo quando a gente entra em Israel. Para manter o elo entre o natural e o sobrenatural e nos comanda observar o Ano Sabático (Shnat Shmitá, em hebraico).

Até as dívidas da pessoa têm de ser perdoadas no Ano Sabático

— Ôba! Entao vou pedir um empréstimo dois dias antes de começar o Ano Sabático! O cara vai querer me emprestar para cumprir a importantíssima mitsvá de socorrer a um irmão em apuros econômicos. Daí, quando entrar o Ano Sabático, dou o calote.

Espertinho, hein!!

Só que a Torá já previu que ia ter cara assim e preparou um antídoto "antipendura":

O Grande Sábio Hilel, da época do Talmud, notou que as pessoas paravam de emprestar dinheiro às vésperas do Ano Sabático, porque temiam que os outros lhe passassem uma rasteira casher.

Isso fazia com que aqueles que realmente precisavam destes empréstimos fossem injustamente prejudicados.

Para remediar essa situação, Hilel utilizou-se de uma outra Lei da Torá, que permite a uma pessoa transferir a sua dívida para uma corte judicial, o Beit Din.

Desta maneira, Hilel decretou que no Ano Sabático fosse escrito um documento especial, transferindo uma dívida que Fulano (*) contraiu de Sicrano para o Beit Din.

Ao fim do Ano Sabático, o Beit Din informava Fulano que ele tinha uma dívida com o poder judicial e que se apressasse em pagá-la.

Desta forma, o Beit Din recolhia o dinheiro e o passava para Sicrano, que estava isento de caducar a dívida, porque não a cobrou diretamente de Fulano.

Este documento se chama Prozbul.

***

Há quase dez anos atrás, aprendi sobre o Prozbul na noite de Shavuot, na Yeshivá de Alon Shvut em Gush Etzion (Israel), quando dava meus primeiros passos rumo a uma vida casher. Perguntei ao rabino se Hilel podia fazer um truque desses com a Torá.

A resposta que obtive foi essa:

"Quando o que a gente quer fazer é cumprir a vontade de HaShem, resgatando uma mitsvá e incentivando os judeus a praticarem atos de bondade, então a própria Torá, na sua perfeição, mostra aos nossos sábios, em todos os lugares e em todas as épocas, que caminho devem tomar para terem sucesso.

Mas se a gente quer riscar uma mitsvá do mapa, por achá-la incômoda para se cumprir, quer fazer nossa religião se assimilar com as outras ou a julga estar fora de tempo ou lugar, nesse caso a gente esta confundindo evolução espiritual com conforto pessoal. Aí é truque."

O ano de 5761, é Ano Sabatico em Israel.

Teve uma seca tremenda nos anos anteriores, e de repente veio uma abundancia incrivel às vesperas do ano Sabático.

Quer ver milagres em côres e ao vivo?

Vai para Israel, A Areia que Virou Mel.


(*) "Fulano", vem do Hebraico "Ploni". 

Tudo sobre Israel em www.iguide.co.il 

 

BECHUKOTÁI:

O Que é Correto: Nós Servirmos HASHEM ou Ele nos servir?

Outro dia escutei um papanatas dizer que a pessoa pode escolher entre ir na praia ou ir na sua Sinagoga no Shabat.  Nada de mais, se ele não tivesse se apresentado como rabino.

O prezado fundou uma linha nova no Judaísmo, que reverte o quadro da Criação.

Ao invés de Hashem ter criado o mundo em seis dias e parado no sétimo, a gente cria o bem entendemos em seis linhas e para de dizer bobagem na sétima.

Tem muito templo e culto por aí oferecendo curas mirabolantes para todos os males, muito dinheiro, amor e sucesso... tão somente comprando o livrinho deles ou declamando abobrinhas esotéricas ridículas que eles inventaram.

Na Torá a coisa não funciona assim, muito pelo contrário.

Hashem criou o mundo com todas as provisões materiais e espirituais para todas as criaturas durante todas as suas vidas, nos minimos detalhes e tudo já está previsto no Plano da Criação.

O que faz com que recebamos ou não uma benção ou um favor de Hashem é nossa escolha entre cumprir as suas Mitsvót ou não.

Hashem não passa cheque sem fundo nem assina promissória fantasma.

Nest parashá Hashem promete que se andarmos conforme os Seus estatutos teremos abundância material, espiritual, emocional e assentaremos a Terra de Israel em segurança total. Sem nenhum povo fuinha tentando nos aniquilar.

- Seu Tropicasher, eu tenho um amigo em Israel que andou conforme os estatutos e agora está tutto brabo.

Afável leitor, veja o que diz o Talmud sobre seu pícaro comentário: "Não temos como saber porque os justos sofrem e porque os maus prosperam".

As vezes esta pessoa falhou em algum estatuto onde estava justamente o teste que Hashem preparou para dar-lhe todas as bençãos que merecia.

Mas o mais provavel é que esta pessoa dependa de nós andarmos na linha da Torá para que tivesse sucesso na vida.

As mitsvót do povo judeu são na maioria coletivas.

Um judeu é responsável pelo outro.

Hashem não nos deve nada, nem mesmo a vida que temos.

Tudo é puro presente Divino.

Quando a Torá nos avisa as calamidades que vem por aí se fizermos Hashem á nossa imagem ao invés de ser o contrário, a resposta não é ficarmos zangados e inventarmos nossas proprias leis de relacionamento com Hashem, mas fazermos o que Ele quer, se quisermos as brachót prometidas na começo desta parashá.

Note que Hashem começa a parashá prometendo só com coisa boa, quando a inercia humana é primeiro tomar, depois dar.

Por isto temos de tomar muito cuidado quando isentamos as pessoas de fazer esta ou aquela mitsvá para parecermos moderninhos aos olhos das massas, pois podemos estar minando nossas proprias bençãos e causando um mal pior do que o bem que pensávamos estar fazendo.

 

 

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