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Parashá da Semana: Behar PDF Imprimir E-mail
Escrito por Paulinho Rosenbaum   
Seg, 03 de Maio de 2010 15:47
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A parashá desta semana abre com a mitsvá de fazer a terra descansar um ano inteirinho a cada sete anos, logo que o povo judeu chega à Terra Prometida: Israel.

— Mas êta mitsvá estranha, seu! Então um povo é libertado de uma escravidão de 210 anos, passa 40 anos no Deserto, se encontra com o próprio D-us no Monte Sinai e a primeira incumbência que recebe antes de entrar em Israel, é que depois de seis anos de produção terá que abaixar a grade e fechar o trinco da economia do país. Como pode um troço desses?

Pode e como. A Torá revela aqui a maior mensagem de confiança em HaShem que os judeus terão de desenvolver em termos de parnassá e nossa proximidade com Ele em Eretz Israel.



O mesmo povo que foi paparicado durante 40 anos com o "man" (maná), que brotava para todos e tinha o gosto da comida que a pessoa gostava, se via agora às vésperas de se sustentar sozinho, vivendo da agricultura e derivados.


O sucesso nessa nova empreitada e a fartura econômica, poderiam fazer com que o nosso povo se afastasse de HaShem, como está escrito na penúltima parashá da Torá ("E os Judeus engordaram e chutaram a Torá").


HaShem não queria que a gente pensasse que milagre só acontece na hora do sufoco.


Pelo contrário, a própria fartura econômica adquirida por meios naturais é o maior de todos os milagres e a maior prova de "Hashgachá Clalit" (Cuidados de D-us para com o Povo de Israel).


Qualquer pessoa que visita Israel hoje em dia vê isso com a maior clareza.


Por isso HaShem bota uma mitsvá logo quando a gente entra em Israel. Para manter o elo entre o natural e o sobrenatural e nos comanda observar o Ano Sabático (Shnat Shmitá, em hebraico).


Até as dívidas da pessoa têm de ser perdoadas no Ano Sabático


— Ôba! Entao vou pedir um empréstimo dois dias antes de começar o Ano Sabático! O cara vai querer me emprestar para cumprir a importantíssima mitsvá de socorrer a um irmão em apuros econômicos. Daí, quando entrar o Ano Sabático, dou o calote.


Espertinho, hein!!


Só que a Torá já previu que ia ter cara assim e preparou um antídoto "antipendura":


O Grande Sábio Hilel, da época do Talmud, notou que as pessoas paravam de emprestar dinheiro às vésperas do Ano Sabático, porque temiam que os outros lhe passassem uma rasteira casher.


Isso fazia com que aqueles que realmente precisavam destes empréstimos fossem injustamente prejudicados.


Para remediar essa situação, Hilel utilizou-se de uma outra Lei da Torá, que permite a uma pessoa transferir a sua dívida para uma corte judicial, o Beit Din.


Desta maneira, Hilel decretou que no Ano Sabático fosse escrito um documento especial, transferindo uma dívida que Fulano (*) contraiu de Sicrano para o Beit Din.


Ao fim do Ano Sabático, o Beit Din informava Fulano que ele tinha uma dívida com o poder judicial e que se apressasse em pagá-la.


Desta forma, o Beit Din recolhia o dinheiro e o passava para Sicrano, que estava isento de caducar a dívida, porque não a cobrou diretamente de Fulano.


Este documento se chama Prozbul.


***


Há quase dez anos atrás, aprendi sobre o Prozbul na noite de Shavuot, na Yeshivá de Alon Shvut em Gush Etzion (Israel), quando dava meus primeiros passos rumo a uma vida casher. Perguntei ao rabino se Hilel podia fazer um truque desses com a Torá.


A resposta que obtive foi essa:


"Quando o que a gente quer fazer é cumprir a vontade de HaShem, resgatando uma mitsvá e incentivando os judeus a praticarem atos de bondade, então a própria Torá, na sua perfeição, mostra aos nossos sábios, em todos os lugares e em todas as épocas, que caminho devem tomar para terem sucesso.


Mas se a gente quer riscar uma mitsvá do mapa, por achá-la incômoda para se cumprir, quer fazer nossa religião se assimilar com as outras ou a julga estar fora de tempo ou lugar, nesse caso a gente esta confundindo evolução espiritual com conforto pessoal. Aí é truque."


O ano de 5761, é Ano Sabatico em Israel.


Teve uma seca tremenda nos anos anteriores, e de repente veio uma abundancia incrivel às vesperas do ano Sabático.


Quer ver milagres em côres e ao vivo?


Vai para Israel, A Areia que Virou Mel.


(*) "Fulano", vem do Hebraico "Ploni".


Tudo sobre Israel em www.iguide.co.il

 

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