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Vaetchanan PDF Imprimir E-mail
Escrito por Paulinho Rosenbaum   
Dom, 02 de Agosto de 2009 01:52
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QUE ORAÇÃO?

A melhor maneira de pedir algo a Hashem é rezando. Às vezes Ele responde de uma maneira diferente da qual estávamos esperando, o que pode nos causar uma frustra aqui e outra ali. Ex.: pedimos uma bicicleta nova e ganhamos um par de meias roxas com listras amarelas. Poderíamos achar isto tudo uma injustiça e até uma certa marcação para cima da gente.

Na  verdade, tudo o que pedimos a Hashem vira uma benção. Se tivéssemos recebido a tal bicicleta, poderíamos escorregar feio na rua justo após um caminhão pipa ter derramado um barril de óleo na pista e daí reclamaríamos por terem atendido nossa prece. Por outro lado, logo após a reza poderíamos ter topado com a gata dos nossos sonhos, cujo aniversario era justo no dia seguinte e adivinhe o que ela mais queria ganhar? Acertou... meias roxas com listras amarelas!

Foi mais ou menos isto o que aconteceu com o homem símbolo do Judaísmo: Moshé rabeinu.

Moshé reza e pede a Hashem 515 vezes para que o deixe entrar em Israel. Segundo nossos rabinos, este era o valor numérico da palavra Vaetchanan, que significa: "e eu implorei".

Porque Hashem não queria deixar Moshé entrar em Israel?

Aparentemente, seria por um inconveniente causado à Imagem Divina perante o povo de Israel, quando a moçada (literalmente) morrendo de sede no deserto, pede por água a Moshé.

Hashem manda Moshé falar com uma pedra especial, que jorraria água para todos.

A turba impaciente põe pressão para cima de Moshé, que culmina por bater na pedra com seu cajado de safira (herança de Adão, passada de tsadik para tsadik), que faz a pedra desaguar.

Hashem censurou Moshé por ter golpeado a pedra ao invés de falar a ela.

Uma vez escutei do rabino e membro do Knesset Chanan Porat, que a pedra simbolizava cada judeu e que bastava só falar com ela para que dela saísse água. E a Torá se compara a água.

Por isto Hashem censurou Moshé, encarregado de levar a Torá aos judeus e ao mundo através da fala, com o que para ele seria o pior dos castigos: a diáspora.

Moshé não suportou o castigo e implorou a Hashem que o deixasse entrar em Israel.

Hashem responde a Moshé que ele já teve muita coisa boa na vida, que já é o suficiente e que ele não iria entrar em Israel e que parasse de rezar pois se continuasse teria sua reza atendida.

De acordo com nossos sábios, Moshé estava ciente de que a maioria das mitsvót só podem ser cumpridas em Israel e por isto não queria perder esta chance na vida.

Mas de acordo com outro raciocínio, caso Moshé entrasse em Israel, ele teria sido Mashiach, e teria construído o Beit Hamikdash (Templo Sagrado), que Hashem jamais teria destruído.

E se os judeus viessem a pecar como aconteceu durante os dois primeiros Templos, Hashem acabaria por punir a nós todos, mas preservando o Templo construído por Moshé rabeinu.

Foi por isto que Hashem pediu a Moshé para que não rezasse mais: pois ás vezes uma reza atendida da maneira como foi pedida pode ser mais prejudicial do que benéfica.

Moshé rabeinu não desistiu de pedir o que mais queria na vida: morar em Israel.

Rezar é sempre valido e devemos pedir a Hashem tudo o que queremos de verdade.

Mas se, ao invés de uma bicicleta nova, recebermos meias roxas com listras amarelas, numa dessas era isto o que realmente queríamos pedir, só que não sabíamos disso e nem por quê.

O grande rabino Chafez Chaim ensina que a melhor maneira de rezar é pedir a Hashem para nos dar tudo aquilo que precisamos para cumprir da melhor maneira nossa missão no mundo.

Daí não tem frustra porque sabemos que tudo o que vier, era para ser isto mesmo.

Mas não desista. Se precisar, reze 515 vezes. Ou mais.

 

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