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Devarim - Começa o quinto e último livro da Torá PDF Imprimir E-mail
Escrito por Paulinho Rosenbaum   
Dom, 26 de Outubro de 2008 14:23
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Devarim em Hebraico quer dizer "coisas" e "dizeres" ao mesmo tempo.

Quando a gente diz algo, está materializando muita coisa.

Nesse âmbito, Moshé rabeinu [Moisés] alertou a rapaziada que estava prestes a entrar em Israel da importancia daquilo que a gente diz e mais ainda, de como escutar aquilo que os outros dizem:

 

"Aí reside o segredo de todo o sucesso da nossa sociedade, escutar a causa dos vossos irmãos e julgá-los com justiça", alertava Moshé.

 

Quando a gente fecha a boca e abre o mecanismo de escuta, descobre um mundo novo, um prisma diferente da situação e cria uma empatia imediata pela pessoa que nos fala.

Quanta coisa boa e quantas relações humanas são criadas somente prestando atenção no que as pessoas tem a nos dizer?

Já reparou como a gente presta uma atenção corujal nas pessoas que tem poder ou que podem nos emprestar aquela graninha que estava faltando?

Quanto então devemos prestar atenção naqueles que nos querem bem e nas pessoas espiritualmente mais evoluídas, como Moshé rabeinu?

No discurso de despedida do povo judeu que abre o Sefer Devarim, Moshé começa sua preleção enumerando os lugares por onde o povo judeu deixou uma marca de descontamento ou de amolação desnecessária.

Com isso conseguiu chamar a nossa atenção para um método eficaz e ao mesmo tempo não constrangente de explicar a uma pessoa que ela fez algo errado: indicar levemente um fato paralelo ou feito por outra pessoa.

A maioria das pessoas não gosta de levar bronca ou de serem criticadas, a menos que tenham trabalhado o seu ego para tal, como os Tsadikim.

A Torá nos obriga a mostrar ao próximo que fez algo errado, mas nos alerta para só indicarmos nos outros naquilo que nós mesmos consertamos em nosso comportamento, que seja para seu estrito bem e na condição que esta pessoa se considere suficiente ligada a nós como para nos escutar.

"Não xingue os surdos" - adverte a Torá. Isso se refere às pessoas que não nos escutariam ou que fariam exatamente o contrario, de birra.

Moshé rabeinu começou o seu discurso de despedida pedindo ao povo para desenvolver sua habilidade para escutar.

Escutar nos faz mais sábios, evita muita confusão e promove a paz.

Quem cochicha o rabo espicha, mas quem escuta será escutado.

Não rimou, mas a idéia pegou.

Agora rimou.

Saudações Tropicasher

Este artigo foi baseado no texto do rabino Moshe Grylak, do livro "Reflexões sobre a Torá", Livraria e Editora Sefer, pag. 231, com a permissão da mesma.

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