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Home Galeria dos Tsadikim Rabi Yehudá Halevi - Sionismo do Século 12
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Rabi Yehudá Halevi - Sionismo do Século 12 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Paulinho Rosenbaum   
Sex, 01 de Agosto de 2014 15:47
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Yehudah ben Samuel Halevi (Toledo, c. 1070/75 - Jerusalém, c. 1141) foi um filósofo e médico judeu do Al-Andalus e, sobretudo, junto com Ibn Gabirol e Samuel ibn Nagrela, um dos poetas judeus mais excelsos da literatura hebraico-espanhola, inventor do gênero "sionista", no qual exprimia o amor pela longiqua Jerusalém; a sua obra poética foi tanto religiosa como secular

Os dados sobre a sua vida s√£o difusos. Nascido em Toledo ou em Tudela2 ; muito jovem, receberia o influxo da vida cultural da taifa de Sarago√ßa, regida ent√£o pelos Banu Hud, e em cuja corte liter√°ria se encontravam intelectuais judeus, como Ibn Gabirol, ibn Yannah,Bahya ibn Paquda, Levi ibn Tabban, poetas e pensadores, e o bot√Ęnico ibn Buklaris. A isso se tem de acrescentar que, simultaneamente a Ibn Nagrella em Granada, em Sarago√ßa o cargo de vizir foi ocupado por judeus: Yekutiel ben Isaq (sob Al-Mundir II) e Abu al-Fadl ibn Hasdai (sob Al-Muqtadir, Al-Mu'tamin e Al-Musta'in II).

Rapaz ainda, para chegar √†¬†Andaluzia teve de atravessar¬†Castela, donde lhe veio o amor pela¬†l√≠ngua castelhana. De¬†C√≥rdova deslocou-se a Granada, onde¬†Moses ibn Ezra ocupava um posto importante e mandou-o chamar. Os dist√ļrbios pol√≠ticos do¬†Al-Andalus obrigaram-no a voltar √† Castela crist√£, assentando-se em Toledo, onde travou amizade com o magnata de¬†Afonso VI,¬†Yosef ibn Ferrusel, funcion√°rio p√ļblico de¬†Afonso VI, que o protegeram; dessa √©poca √© a¬†kharxa em romance escrita por ocasi√£o da reconquista de¬†Guadalajara em 1080. O emprego de versos da l√≠ngua popular terminando uma composi√ß√£o liter√°ria era frequente no Al-Andalus entre os poetas ar√°bigo-andaluzes.

Tendo sido discípulo de Yishaq Al-Fasi, um dos mais famosos talmudistas do Al-Andalus,3 conhecia em profundidade o Talmude, a literatura rabínica, a poesia árabe, a filosofia grega e a medicina[carece de fontes].

Na sua estadia em Toledo escreveu¬†Divan (D√¨wan), uma cole√ß√£o de poemas profanos escritos em¬†hebraico, nos quais fez um canto √† amizade, ao amor e √† natureza. Nesta obra incluiu tamb√©m poemas religiosos, os quais posteriormente seriam empregues na liturgia judaica, nos quais expressa o seu anseio de Deus e¬†Si√£o e a sua esperan√ßa nareden√ß√£o messi√Ęnica do povo judeu. Escreveu tamb√©m o¬†Livro do Kazar, di√°logo em √°rabe no que explica o juda√≠smo a um converso.

Após 1108 parece ter voltado para Córdova, quando o poderio almorávida se desmoronava. Apesar da situação pouco segura dos judeus, não quis regressar a Toledo, onde exercera a medicina entre os cristãos[carece de fontes], e decidiu seguir a rota que marcara numa obra composta entre 1130 e 1145 na defesa do judaísmo; assim, partiu para aTerra Santa (1135-45?). Não é seguro, porém, que o autor de tantos suspiros por Sião chegasse ao seu destino. Vários anos ficou perto, no Cairo, festejado pelos notáveis judeus da cidade. A ideia de Yehudah assaltado e morto por um bandido às portas de Jerusalém enquanto recitava uma "sionida" não é mais que uma bela lenda; a sua morte foi datada entre 1161 e 1178.

A sua poesia[editar | editar código-fonte]

√Č considerado como o melhor poeta medieval em l√≠ngua hebraica. A sua obra po√©tica √© muito extensa, inspirando-se nos temas mais variados: o amor, a amizade e o mar. DoDiwan escrito em Toledo conservam-se paneg√≠ricos, cantos de casamento, elegias e composi√ß√Ķes autobiogr√°ficas.

Poeta culto, autor duma poesia l√≠rica rica em¬†met√°foras e descri√ß√Ķes, na qual abundam as reflex√Ķes filos√≥ficas e religiosas. Utiliza diversas¬†m√©tricas e estrofes. S√£o famosas algumas das suas¬†kharxas profanas escritas no nascente¬†romance, no final das¬†muwashshahas e de¬†gueulot e¬†ahavot de tem√°tica religiosa, entre as que se destaca¬†Quesud√° ouHino da cria√ß√£o.

Também é famosa a sua descrição de uma tempestade no mar, quando viajava para o Egito. Foi o criador do gênero poético-religioso das "sionidas".

No seu pensamento confluem as civiliza√ß√Ķes hebraica, √°rabe e crist√£, e representa a posi√ß√£o judaica ortodoxa frente √†s religi√Ķes crist√£ e mu√ßulmana, mas tamb√©m frente ao pensamento filos√≥fico-teol√≥gico de origem grega.

A sua principal obra √© o chamado¬†Kuzari ou, no seu texto √°rabe original,¬†Kitab alhuyya wa-l-dalil fi nusr al-din al-dalil, ou seja,¬†Livro da prova e do fundamento sobre a defesa da religi√£o menospreciada, escrito entre 1130-1140, e composto de cinco discursos. O nome dado ao livro,¬†Kuzar√≠, √© devido a que o autor apresenta na sua obra um rei pag√£o ‚ÄĒo rei dos Cazares‚ÄĒ que quer conhecer a verdadeira religi√£o e que, ap√≥s ter acudido a fil√≥sofos aristot√©licos, a crist√£os e a mu√ßulmanos, apenas encontra a verdade nas fontes b√≠blicas do juda√≠smo, das quais j√° tinha ouvido, mas que somente um s√°bio judeu ortodoxo lhe revela em toda a sua verdade e integridade. Assim, faz uma apologia do juda√≠smo e do que chama "a verdadeira revela√ß√£o" e, ainda sendo uma obra de car√°ter nomeadamente edificante e apolog√©tico, abundam nela os conceitos teol√≥gicos e filos√≥ficos. Constitui um extraordin√°rio comp√™ndio de tradi√ß√Ķes orais e costumes semitas.

A facilidade de improvisação poética, a fundura do pensamento e do acendrado amor pelo judaísmo são as notas mais características de Yehudah.

Homem de car√°ter am√°vel, destacava-se sua facilidade para compor versos de tema ou rima for√ßada; esta era uma habilidade estimada entre os √°rabes, que gostavam de organizar competi√ß√Ķes de improvisa√ß√£o nas suas tert√ļlias liter√°rias, e igualmente o foi entre os judeus espanh√≥is, fortemente arabizados.

Durante o califado de C√≥rdova, Dunas ben Labrat introduzira na poesia hebraica a m√©trica √°rabe e a tem√°tica profana, anacre√īntica, da escola de¬†Bagdade, chamada "moderna" para a distinguir da antiga bedu√≠na pr√©-isl√Ęmica. Nesta poesia "moderna" cantava-se a formosura masculina e feminina, a beleza das flores, a alegria do vinho e do prazer dos banquetes, e tem numerosas poesias hebraicas deste g√™nero, embora sem chegar √† procacidade de alguns autores √°rabes, regra de modera√ß√£o que em geral seguiram todos os poetas hispano-hebraicos.

Com o passar do tempo come√ßam a abundar em Yehudah as elegias pelos amigos que falecem e imp√Ķem-se os temas filos√≥ficos e religiosos. O g√™nero zuhd dos √°rabes, carregado de t√≥picos sobre o desprezo do mundo e do elogio do ascetismo, est√° em frase de Mill√°s Vallicrosa, "entonado por uma emo√ß√£o b√≠blica" e n√£o falta a influ√™ncia da poesia moral de Ibn Gabirol. O tema messi√Ęnico torna-se mais presente com a ocupa√ß√£o pelos¬†cruzados de Jerusal√©m e a apari√ß√£o em C√≥rdova do falso messias Moseh Drai, em 1130, a data precisamente que sonhara Yehudah como a do come√ßo da Idade messi√Ęnica, provavelmente influenciado pelo cientista Abraham bar Hiyya que a calculara para 1135. Um s√©culo depois, Nahm√°nides faria outro c√°lculo semelhante.

O amor a Si√£o levou a Yehudah a dirigir-se a Terra Santa e na sua viagem mar√≠tima comp√īs uma s√©rie de poesias sobre o mar. Chegado a¬†Alexandria, encontrou excelente acolhida e, embora ao cabo de muito tempo prosseguiu a sua viagem at√©¬†Damieta, ficou ali perto de dois anos e voltou para Cairo. A sua estadia no Egito reviveu nele o gosto pela poesia profana, que alternou com a de nostalgias por Terra Santa.

Gêneros poéticos

Yehudah √© o criador do g√™nero "sionista", na que manifesta um ardente desejo de se encontrar em Jerusal√©m. Cultivou tamb√©m um g√™nero j√° existente, o da ahabah ou amor entre Deus, amante esposo, e do povo eleito, a amada ao jeito do¬†Cantar dos Cantares. Entre outras poesias de car√°ter religioso, figuram tamb√©m as de lamuria pelo desterro, geulah, e os hinos de louvor ao Criador. Nesse tipo de poesia sobressa√≠ra Selomoh ibn Gabirol com a sua "Coroa real" (K√©ter Malkut), imbu√≠da de filosofia neo-plat√īnica e conhecimentos astron√īmicos; Yehudah tem menos for√ßa filos√≥fica e menos cienticismo, pois interessa mais a¬†B√≠blia que a¬†Filosofia e as¬†Ci√™ncias, mais vontade em linguagem po√©tica e sentimento religioso, como no seu famoso "Hino da Cria√ß√£o", de uma perfei√ß√£o cl√°ssica. O despego pela filosofia est√° patente na sua obra apolog√©tica intitulada¬†Kuzari, na que frente do rei dos¬†Cazares defendem as suas cren√ßas respectivas um fil√≥sofo, um crist√£o, um mu√ßulmano e um judeu, que ser√° o que consegue convencer ao rei.

Obras sobre religi√£o judaica

Para Yehudah a prova da verdade da religi√£o judaica n√£o fica em raz√Ķes filos√≥ficas, mas nos fatos hist√≥ricos da Revela√ß√£o e os milagres feitos por Deus ao povo judeu, que possui a for√ßa divina impressa por Deus a¬†Ad√£o e que se foi transmitindo a um s√≥ homem de cada gera√ß√£o at√© chegar ao patriarca¬†Jac√≥, que a transmitiu a todos os seus descendentes. Esta teoria era de origem mu√ßulmana, n√£o judeu, embora j√° fosse utilizada por Abra√£o bar Hiyya. Para os mu√ßulmanos, a luz divina transmitiu-se de gera√ß√£o em gera√ß√£o at√© chegar a¬†Maom√©. Em √ļltima inst√Ęncia, o fundamento est√° na filosofia¬†neo-plat√īnica que defendia a emana√ß√£o de subst√Ęncias espirituais diretamente do Um ou Deus.Kuzari foi escrito em √°rabe com o t√≠tulo de "Livro da prova e do fundamento sobre a defesa da religi√£o desprezada", traduzido depois ao hebraico por¬†Yehuda ibn Tibbon. Responde ao ambiente pol√™mico religioso medieval e √© uma defesa da religi√£o judaica, um canto da sua excel√™ncia sobre as demais, √†s que reconhece tamb√©m coisas boas.

Fonte base: Wikipedia

 

 

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